Entrevistei Jarbas Martins

O meu entrevistado nesta oportunidade é alguém a quem chamo de mestre sem pensar duas vezes. Jarbas Martins, promotor público aposentado, professor da UFRN, escritor e poeta de escol, é um dos nossos mais destacados intelectuais. Autor de obras importantes, como “Contracanto”, Jarbas é querido e admirado pela maior parte da nossa intelectualidade. O único defeito de Jarbas talvez seja publicar pouco, algo que está sendo abrandado com sua frequente participação em blogs culturais nos últimos tempos. Mas, evidentemente, queremos mais. Muito mais Jarbas tem a nos dar. Por enquanto, o que Jarbas nos oferece, generosamente, é a possibilidade dessa entrevista que trago abaixo, em que buscamos fazer uma pequena radiografia de seu pensamento. Aqui, Jarbas reflete sobre arte, poesia, vida, como todo bom humanista que se preza.

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L.O. Jarbas, parece-me evidente que pelo menos três cidades, Angicos, Natal e São Paulo, fazem parte de sua biografia e de sua história poético-literária. Poderia nos dizer o que essa triangularização geográfico-sentimental significa exatamente para você?

J.M. De fato, Angicos, Natal e São Paulo são cidades de grande importância em  minha pequena e bela geografia íntima. Guardo da primeira infância recordações intensas e clarividentes. Cantorias, histórias, palavras, uma forma peculiar de ver as coisas,pessoas, tudo o que me cercava, e que eu às vezes emprestava um olhar de deslumbramento. Só que eu não sabia que isso tudo já era a manifestação da Poesia.Em Angicos abri os olhos  para o mundo,e creio que a Poesia foi o meio que intuitivamente encontrei para entendê-lo.Natal corresponde ao período em que passei a ter consciência da minha vocação para a arte poética, que passei a ler poesia, tentando compreendê-la em meus primeiros estudos, no Colégio Salesiano, fazendo contatos com amigos, como  Paulo de Tarso Correia de Melo, que por sinal é meu parente. E, hoje, um grande poeta.Outros nomes viriam depois: Moacy Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, e alguns nomes de uma geração anterior: Luiz Carlos Guimarães, Sanderson Negreiros, Berilo Wanderley. São Paulo corresponde a um período em que senti necessidade de conhecer o mundo, de desprovincianizar-me. E lá, graças a Haroldo de Campos, deixei o curso de mestrado em direito, para estudar comunicação e semiótica. Concentrei-me na área da poesia em suas relações com os aspectos visuais. É que em Natal já tinha participado do lançamento  da Poesia Concreta, e tive conhecimento, através de Moacy, Anchieta, Marcos Silva (este último, de forma indireta) do Poema /processo.

L.O. Nessa história, houve um momento em que o homem da palavra poética precisou dar espaço ao profissional da palavra jurídica. Em que aspectos se encontraram e se desencontraram essas espécies de linguagem na sua mente e na sua atuação? Houve fracionamentos ou fraturas emocionais e estéticas decorrentes dessa realidade?

J.M. Pergunta muito pertinente. Houve realmente tudo isso que você fala: fraturas emocionais, estéticas, gerando em mim um certo desconforto e até mesmo uma espécie de crise de identidade, face ao contato com uma nova realidade. Estávamos na época da ditadura militar, e eu tive contato, na época de estudante, com as vanguardas estéticas e políticas. Fiz parte do grupo Dés, que lançou aqui a Poesia Concreta, e cheguei a ser militante de uma organização ultraesquerdista, a Ação Popular, que atuava na política estudantil. Essa crise foi sendo, aos poucos, superada: trabalhei com juízes, como o poeta Luís Carlos Guimarães, com o escritor Manoel Onofre Jr. e aprofundei a minha amizade com nomes do Ministério Público, como o cronista e poeta Berilo Wanderley, e o escritor Jaime Hipólito Dantas. Isso me dava uma ilusão que estava “em casa”, estava ao lado de pessoas a mim semelhantes. Por via das dúvidas, refugiei-me em comarcas do interior, algumas dessas comarcas bem distantes de Natal, como Apodi, da qual guardo boas recordações. A primeira namorada que tive era  apodiense. Apaixonei-me, e quase caso com ela. Bons tempos. Só não fazia bom tempo em Natal. Amigos presos, torturados ou desaparecidos. Um poema-livro que, há poucos anos, escrevi, dedicado a Emmanuel Bezerra, é um testemunho desse período. Época dura, de dilaceramentos.

L.O. Jarbas, apesar de você ser conhecido como um dos melhores de nossos poetas, todos se ressentem do fato de você não ter sido – até aqui – mais produtivo, mais profícuo (ao menos no que respeita à publicação quantitativa de sua obra). Você se considera um escritor/poeta sem pressa e “sans presse”?

J.M. Depois de ter publicado “Contracanto”, em 1979, fui de imediato reconhecido como um bom poeta. Veríssimo de Melo (com quem não tinha ainda nenhum vínculo de amizade) escreveu um artigo elogioso, em “A República”, sobre o meu pequeno livro. Um crítico talentoso e precoce, também, no mesmo jornal, dedicou-me outro simpático e arguto artigo: o crítico chamava-se Nelson Patriota. Jaime Hipólito escreveu, em “O Mossoroense”, uma série de três artigos sobre a poesia norte-rio-grandense, destacando  poetas de sua preferência. E lá estava eu, veja só, entre Zila Mamede e Luís Carlos Guimarães. Quando lancei o “Contracanto”, Luís Carlos fez questão de fazer a apresentação do livro. O lançamento, na livraria e editora “Clima” de Carlos Lima, dias depois do nascimento de minha filha Talita, trouxe-me muitas emoções. Tenho aqui a foto: Luís Carlos, lendo o discurso de apresentação, ao lado de Leda, sua esposa, e de Zila Mamede – que emprestou todo o seu brilho, comparecendo ao evento. Era muita emoção e também surpresa, porque não era reconhecido como poeta. Quando muito, era lembrado como primo de Paulo de Tarso ou amigo de Moacy Cirne. Meses depois aconteceu uma coisa que jamais esperava. Nesse período andavam por aqui, a convite da Fundação José Augusto, fazendo conferências, dois críticos: o grande Fausto Cunha (hoje um tanto esquecido) e Sebastião Uchoa Leite, que além de crítico era poeta. Falando no auditório da Fundação sobre a nova poesia brasileira, Fausto deu um destaque especial ao “Contracanto”. Dizia Fausto que dos poetas jovens (eu não era tão novo, tinha 35 anos) daqui  se destacava um Jarbas Martins, autor de “Contracanto”. E passou a ler poemas meus no auditório. O Sebastião Uchoa (com quem mais me identificaria, mantendo com ele uma esclarecedora conversa no bar de um hotel) me mandaria do Rio de Janeiro uma carta. Muito ponderada, muito sincera, reconhecendo os meus méritos como poeta, mas achando que eu devia ser mais arrojado na linguagem, como na vida, e disse uma coisa que, depois, eu seguiria à risca. Que devia eu sair da clausura (parecia que ele via em mim um jeito de seminarista) da província. E insinuou que eu devia fazer como ele (que era pernambucano) e procurar centros como o Rio de Janeiro. E eu lhe disse que meu amigo Moacy Cirne tinha feito o mesmo. Acho que esse conselho de Sebastião me fez muito bem. Bom, o certo é que todas essas referências elogiosas, e que muito me incentivavam, passaram a me causar medo. E se eu não conseguisse escrever outro livro, à altura do primeiro? E fui adiando os projetos de escrever livros. E durante um bom período não escrevia nada. Nem sequer uma pequena colaboração nos suplementos dominicais da cidade. Veríssimo de Melo (que acabou se tornando um amigo) costumava brincar com o meu jeito despretensioso, displicente, chamando-me de O Dono da Eternidade. Eu demonstrava que não tinha nenhuma pressa em publicar outros livros. Mal sabia ele que tudo aquilo era fruto da minha insegurança.

L.O. Jarbas, o soneto e sua beleza estão presentes nos dias atuais? Há alguma intolerância à forma em nossa época? Em que medida a forma é essencial e em que momentos é dispensável na poesia?

J.M. O soneto é um desses fenômenos de permanência, na história, impressionante. Glauco Mattoso diz que, depois da roda, foi a invenção mais surpreendente da humanidade. Essa obscura flor provençal, como eu digo na introdução de uma breve antologia de sonetos norte-rio-grandenses (“14 versus 14”, ed. Boágua, Natal, 1994), se faz presente nas fases mais decisivas da literatura universal. Na época medieval, onde aflorou, foi cultuado, de forma magistral, por Petrarca, Dante Alighieri, Shakespeare; foi ludicamente trabalhado pelo renascentista Camões e pelo barroco Góngora. No século XIX o brasileiro Cruz e Souza  assombraria o mundo com seus sonetos simbolistas, ao nível de um Mallarmé, Rimbaud, Baudelaire. A forma medieval chega até ao século XX com poetas da grandeza de um Rilke, Lorca, Jorge de Lima, Mário Faustino, Fernando Pessoa, Jorge Luís Borges. Esse legado histórico explica porque continua, no início dessa segunda década do século XXI, vivo e pulsante. Quanto à mencionada intolerância a essa forma, é um fato constatado há muito tempo, quem sabe desde quando ela surgiu, e em sua arquitetura trazia algo de extravagante e feioso aos nossos olhos contemporâneos.   O soneto era estrambótico. Entre os românticos, e nos movimentos vanguardistas do século passado, foi marginalizado, caluniado, negado e tido quase como uma mania, uma doença, uma quase epidemia por esse Brasil afora. Isso se daria também em âmbito universal. Ezra Pound, talvez o maior poeta do século XX, expressou sua intolerância ao soneto, com uma frase que é um desaforo e uma blasfêmia para os seus devotos: “O diabo é o soneto!” A essencialidade faz parte do soneto, sim. Lembro que, lendo os sonetos de Góngora, encontrei lá as marcas eternas e exemplares da forma petrarquiana. Em sonetos narrativos, Góngora  era capaz de resumir, em quatorze linhas, o que um romancista diria em centenas e centenas de páginas. O soneto, que nunca foi forma fixa nenhuma, só perde a essencialidade que lhe é inerente quando as palavras nele são destituídas de qualquer função. O que não ocorre  com um soneto de Mallarmé, renovador da forma. Praticou, antes de Pound, o que o bardo norte- americano pregava: renovação! A implicância de Pound com o soneto é que este divorciou-se logo da música. E, segundo suas apocalípticas teorias, corria o risco da forma apodrecer-se. Nem sequer o bardo de Idaho deu-se conta que a melopéia, uma característica do poético, que tanto o encantava, seguiria para sempre o soneto. Por fim, uma perguntinha intrigante: será que Pound nunca leu Mallarmé?

L.O. Os haicais são uma espécie poética “aceitável” do ponto de vista formal?

J.M. A forma poética chamada haicai, e que  surgiu no século XVII com o poeta japonês Bashô – que a sistematizou, dando-lhe o formato, como a conhecemos até hoje, com 17 sílabas, distribuída em um terceto – teve uma aceitação, ou melhor, uma receptividade, no ocidente, impressionante. Na América Latina, essa forma concisa, minimalista, chega quase concomitantemente no México (seu introdutor foi José Tablada, nos começos do século XX, e atinge seu ápice nos meados do século com o grande Octavio Paz), e no Brasil, no mesmo período que naquele país do Norte, com Monteiro Lobato.O haicai no Brasil apresenta, em seus primórdios, do ponto de vista formal, menos inventividade. Seu abrasileiramento, em nosso país, se dá através de um regionalista, como Lobato, e outro paulista, o Guilherme de Almeida. Este, que era um artífice do verso, pode ser considerado o Bilac do haicai.Tratou a despojada forma poética com as mãos requintadas de um ourives.O que não aconteceria no México, ou na Argentina, que teve em Jorge Luís Borges, o mestre sem defeito.Na concepção de Borges havia algo de montagístico (não era à toa que o argentino gostava de cinema; sua concepção dessa forma se assemelhava à de Eisenstein- em seu famoso estudo que compara o haicai à montagem fílmica).A renovação do haicai, no Brasil, dá-se nos meados do séculos com o construtivismo dos poetas concretos(os irmãos Campos mais Décio Pignatari e o pernambucano Pedro Xisto), e a poética marginal e coloquial- irônica de Paulo Leminski e Alice Ruiz.Não esquecer o nome de Olga Savary.Na literatura potiguar o haicai,em seu formato tradicional, pode ser encontrado na poesia de Luís Carlos Guimarães, Nei Leandro (que pastichou Millor Fernandes) e Diógenes da Cunha Lima, epígono do stalinista Neruda, e seus poemas minimalistas. João Batista de Morais Neto (como Manuel Bandeira, escreveria um antológico haicai, pouco conhecido).Franklin Jorge, Nivaldete Ferreira,Márcio Lima Dantas e Lívio Oliveira, através de formas próximas ao haicai, dão ótimas contribuições à nossa poesia.Mas não se pode esquecer as líricas e leves contribuições, espalhadas, livres, soltas, na poesia de Gustavo de Castro e Carito.

L.O. Qual a crise da poesia? Há?

J.M. A  poesia sempre esteve à margem dos sistemas políticos e sociais. Sempre foi vista como uma ameaça. Para ficar somente na modernidade, podemos lembrar a poesia social da época da Independência, Abolicionismo e nos terríveis anos da Ditadura Militar. Lembremos das cruzadas morais, advinda dos setores religiosos, e das mobilizações (de cunho estético) incrustadas no seio dos partidos e organizações políticas. A censura sempre imperou nas províncias dessa pobre e imortal arte, a poesia. Inúmeros poetas foram presos, perseguidos e mortos durante esses períodos. No momento a maior ameaça à poesia é o capitalismo tardio, que tenta fazer da poesia objeto de consumo. Mas a verdadeira poesia não se rende e nem se vende.Nem está aí para o mercado.

L.O. A crise é inerente e da essência do poeta? Qual a maior crise que pode viver um poeta, sob tal condição individual salientada?

J.M. Algumas questões, como as que você levantou, acho que foram por mim respondidas, não? De qualquer maneira cabe aqui acrescentar algo que, parece, não foi esclarecido. Para além das questões ideológicas, a que me referi, pode se falar numa crise na poesia, uma crise advinda dos problemas individuais, como a poesia de cunho existencial, que vigorou de forma intensiva no século XX. Essa visão existencialista, de cunho individual, pode se imbricar com uma questão de cunho coletivo. Como a questão que Adorno levanta, após o Holocausto. Vale a pena escrever poesia depois de Auschwitz?

L.O. Jarbas, a seu ver, que leituras são essenciais hoje e em qualquer época?

J.M. Sim, a leitura dos clássicos é essencial para quem pratica ou se interessa por poesia. Italo Calvino nos fala sobre a perenidade de uma obra clássica: ela nunca se esgota. De uma forma ou de outra os clássicos nos influenciam, seja através de uma cópia quase servil, algo como o pastiche, seja através de um processo mental mais complicado que Harold Bloom chama de “Angústia da Influência”. No caso da poesia, vale lembrar que os antigos nos falavam de um procedimento a que chamavam de imitatio, o modelo de poeta ou poema a serem seguidos. Lembremos de Camões, que tomou Virgílio como modelo e que, por sua vez, baseou-se em Homero.

L.O. Que traços distintivos (positivos e/ou negativos), Jarbas, você veria na produção literária realizada no Rio Grande do Norte?

J.M. Se há algo forte em nossa poesia é a criatividade. Podemos citar Henrique Castriciano como um poeta que, longe de ser um tradicionalista, era um homem de seu tempo. Foi um pioneiro porque foi um leitor crítico e refinado de Cruz e Souza, foi amigo de Martins Jr., o mentor da poesia científica, e como o poeta catarinense e o positivista pernambucano, e talvez mais do que aqueles dois,  foi HC um precursor de Augusto dos Anjos e sua poesia expressionista. Foi um modernista antes do Modernismo. De certa forma era um futurista. Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes impressionaram, pela criatividade e verdade poética, críticos como Júlio Ribeiro e Mário de Andrade. Zila Mamede, Sanderson Negreiros, Homero Homem e Nei Leandro de Castro são nomes que poderiam estar em todas as criteriosas antologias da poesia brasileira. E aqui vai uma pergunta que responderei daqui há pouco, porque lá não se encontram? A criatividade está ainda em dois poemas do poema/processo, como o OLHO de Anchieta Fernandes e SIGNOS, de Dailor Varela. Releve-se o ensaísmo poético de Moacy Cirne (misto de essênio e marxista), que fez bem o papel de João Batista das Vanguardas. Graças ao Velho Moa, chegamos ao século XX, antes que ele acabasse. Apesar da forte reação estética e política. Agora voltemos à perguntinha que fizemos antes. Por que os nossos bons poetas sempre estão ausentes das antologias nacionais? Resposta: o atraso político e cultural das nossas instituições,  dirigidas pelas elites malcheirosas, foram responsáveis pelo desconhecimento e até pela morte de poetas da grandeza de um Ferreira Itajubá e Othoniel Menezes. Eram pobres e nunca se curvaram aos poderosos. Vale aqui lembrar: Othoniel Menezes foi um militante comunista, um revolucionário. O que dizer de um Estado (que diferentemente dos demais Estados do Nordeste é o menos politizado?) Nosso povo sofre de um terrível complexo de inferioridade, nossa cultura não se mostra, é submissa, insulada. As elites além de malcheirosas são medíocres. Nem o único presidente que o nosso Estado deu ao Brasil (o populista de esquerda Café Filho) mostrou a sua cara. Somos insulados. O que não ocorre com Estados como o Piauí (que nos deu um Costa e Siva, um Torquato Neto, um Mário Faustino); Ceará (terra de José Alencar, do grande poeta José Albano), Alagoas, Sergipe e Bahia. Sem falar em Pernambuco (Estado do qual recebemos uma salutar influência). Rio Grande do Norte/Rio Grande sem Sorte – como diria o lírico poeta Bosco Lopes (que morreu de inanição).

L.O. O poeta possui alguma tarefa ou “missão” especial a dar conta? Ou a sua inutilidade está já patenteada num mundo cada vez mais frenético e, às vezes, insensível?

J.M. Há poetas, sim, dotados de uma missão salvacionista, existem também os demiurgos, poetas que estabelecem uma relação entre o Divino e o Humano. Poetas que criam cosmogonias e explicam a origem das coisas. E poetas que catam o sobejo, o lixo, as miudezas divinas, e existe também a poesia nada profunda, cultuada por João Cabral de Melo Neto, que já dedicou poema até à aspirina. Como estamos em época de insensibilidade, como paira sob os céus a desesperança  e o caos, nada mais saudável que cantar a alegria. E dizer como o poeta Jorge Fernandes em seu arremedo de decassílabo: “SÓ OS QUE CANTAM CONTENTES SÃO POETAS “

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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