Erasmo Carlos/Entrevista

ÉPOCA – Há quem diga que o rock morreu. Você ainda acredita no rock?

Erasmo – Os acordes são os mesmos. A roupagem nova se dá pela sonoridade dos instrumentos, a música deixou de ser simplesmente a nota musical quando passou a ter a ajuda da eletrônica, que enfeita muito, até deturpa, engana. Eu acredito muito nos cinco acordes que existem no rock. É o instrumento cru soando cru. A ajuda eletrônica é um recurso de modismo, nunca para a música em si, mas para a sua audição, para fazer novidades para os ouvidos. Mas o certo, o concreto, a alma, está tudo nos acordes do violão, do piano, do violino, da harpa, do trompete e do saxofone soando puros. Isso é que é música, o resto é enfeite. E isso para todos os ritmos, pode ser rock, pode ser samba, o ritmo é uma consequencia de cada cultura.

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