Eric Rohmer

Cena de “A Inglesa e o Duque”, filme de 2001, de Eric Rohmer

De Moacy Cirne, no Balaio Vermelho:
http://www.balaiovermelho.blogspot.com/

“Do meu primeiro contato com a obra de Eric Rohmer, em 1972 (Minha noite com ela, 1969), no antigo Paissandu, ao último, em 2008 (Les amours d’Astrée et de Céladon, 2006), na Mostra Rio, foram vistos, até o momento, 21 filmes, de um total de 27 títulos. E a minha admiração por seu cinema – sóbrio, elegante, afetuoso, contido – só faz aumentar com o tempo. Ontem mesmo, em sua homenagem, depois que soube de sua morte, aos 89 anos, revi Amor à tarde: a história de um homem bem casado, apesar de seus devaneios extraconjugais, que é seduzido pela ex-mulher de um grande amigo. Daí o drama que o tortura, que o inibe, que o leva a mil dúvidas: Será possível amar duas mulheres ao mesmo tempo? Como sempre, um filme insinuante. Em tempo: Rohmer, amante da música erudita, é autor de um belo livro sobre o tema: Ensaio sobre a noção de profundidade na música; Mozart em Beethoven, 1997.

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“Eric Rohmer é o filósofo romântico da nouvelle vague francesa, o diretor cujos personagens amam com palavras e com o corpo. … Um filme de Rohmer possui um sabor que, uma vez experimentasdo, será sempre inconfundível. Assim como Ozu, o mestre japonês com que às vezes é comparado, diz-se que Rohmer realiza sempre o mesmo filme. No entanto, assim como Ozu, seus filmes são novos e únicos e jamais parecem se repetir; ambos os diretores se concentram nas pessoas e não no enredo, sabendo que cada ser humano é original e surpreendente, ao passo que a maioria dos enredos é mais ou menos igual. (Roger EBERT. Grandes filmes, 2005)

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