A escola é nossa: ocupemos-na

O verdadeiro medo do poder em São Paulo não é que as ocupações atrapalhem a “reorganização”: é que escancarem ao país inteiro que a reapropriação das escolas pelas suas comunidades devolveu aos colégios sua função social, seu papel formador de sujeitos livres; é que revelem indisfarçavelmente que as pessoas organizam e gerenciam os espaços educacionais como o estado e o capital nunca quiseram nem foram capazes de fazer. O verdadeiro medo do poder é que, a partir das ocupações, as pessoas comecem a viver a educação e deixem de se perceber como “usuárias” dela, fazendo ruir seu projeto de regulação e dominação.

A escola é nossa; mais: nós somos a escola. Ocupá-las é reapoderar-se do processo de formação de si próprio. E é isso que o poder teme e fará de tudo para destruir.

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