Escutei na Feira


As feiras livres vendem mais do que frutas e legumes. Ao longo de uma história mais das vezes centenária, também ofereceram uma gama de personagens anônimos, gírias e costumes perpetuados entre gerações e que hoje constituem um verdadeiro celeiro cultural. Neste cenário colorido pela simplicidade, o engenheiro químico Paulo Davim construiu uma estória de amor romanceada a partir de pesquisas na feira do município de Goianinha para publicar o livro Escutei na Feira (Sebo Vermelho, 254 pág, R$ 30).

O livro será lançado às 19h desta terça-feira, na Livraria Siciliano, do Midway. Dei uma folheada. E não se pode exigir tanto de um estreante no ofício, embora alguns tenham marcado a história da literatura com apenas uma obra. O livro tem seus méritos. Parece fruto de uma pesquisa bem elaborada. A colocação de gírias e expressões populares também é interessante. Li pouco e não cometerei a leviandade de uma opinião pouco embasada. Não alcancei, por exemplo, o enredo do romance pretendido.

No mais e se querem saber: apoio muito a iniciativa do autor. Lembrei agora de um argumento de Jairo Lima: a base maior da pirâmide é de escritores medianos. São eles as bases ou parâmetros para sustentarem os gênios do topo da pirâmide. E para uma cidade tão carente de ficcionistas, Paulo Davim é um escroto corajoso. Não for assim, não haverá a tal base piramidal para surgirem os gênios, que até agora, na minha opinião, ainda estão por aparecer.

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