Espera

espera

O tic-tac
Do relógio,
O silêncio
Impaciente;
O olhar
Angustiado,
Mãos convulsas,
Aguardando,
À espera,
À espera…

O tic-tac
E o silêncio,
Impaciente
Com o relógio;
O olhar convulso,
As mãos
Angustiadas,
Aguardando,
À espera,
À espera…

Brasileiro, nordestino, alagoano, advogado, cidadão comum, simples habitante deste planeta decadente... Rs... [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 16 comentários para esta postagem
  1. Danclads Andrade 30 de novembro de 2011 18:12

    O tic-tac da vida é o compasso da espera, alongando o tempo mais do que o necessário. Romana, querida, obrigado.

  2. Danclads Andrade 30 de novembro de 2011 18:06

    Rsrs… Legal, Andrey. Obrigado!!!

  3. Romana 29 de novembro de 2011 18:48

    Danclads,

    No tic-tac da vida…estamos sempre à espera…inclusive de um poema maravilhoso como esse seu!!! Parabéns!!

    Abraço,

    Romana

  4. Andrey jack 29 de novembro de 2011 14:00

    Como sempre, inteligente e profundo… Amei tio.

  5. Danclads Andrade 29 de novembro de 2011 11:54

    Querida amiga, obrigado pelo comentário. É difícil, mas busco ser conciso em meus versos (nem sempre dá para ser assim) e felizmente consegui isto neste poema. Realmente aguardar é um verbo difícil e a espera é para poucos. A paciência é uma arte. Valeu!!!

  6. Anne Guimarães 29 de novembro de 2011 9:19

    Dan querido…
    Gostei do poema, enxuto e preciso.
    “Aguardar” talvez seja um dos verbos mais difíceis,
    a espera é para os fortes.
    Um beijo terno, meu amigo!
    🙂

  7. Danclads Andrade 28 de novembro de 2011 23:08

    Antônio, seu comentário é para lá de generoso. Obrigado!!!

  8. Danclads Andrade 28 de novembro de 2011 23:03

    Cláudia, querida, o tempo e sua relatividade: “…lento ao lado do tormento e veloz, rápido demais, quando encontra a paz!” É verdade e este poema retratou parte disto: o tormento da espera. Obrigado, poeta. Beijos!!

  9. Danclads Andrade 28 de novembro de 2011 22:59

    Da Mata, amigo, conheço e aprecio esta música. Que bom que meu poema causou esta lembrança em ti. Valeu!!!

  10. Danclads Andrade 28 de novembro de 2011 22:58

    Anchieta, meu caro, obrigado pelas palavras…

  11. Antônio Tabacco 28 de novembro de 2011 19:48

    Um dos melhores poetas de Natal. Parabéns.

  12. Cláudia Magalhães 28 de novembro de 2011 16:10

    “O tempo é tão lento ao lado do tormento e veloz, rápido demais, quando encontra a paz!”
    Parabéns, Danclads! Que sua pena continue afiada, certeira! Beijos, poeta.

  13. Danclads Andrade 28 de novembro de 2011 16:02

    David, obrigado por seu generoso comentário. Abraços.

  14. João da Mata 28 de novembro de 2011 15:56

    Gostei, Dan. E lembrei de um outro tic tac fantástico, cantado por Ademilde Fonseca, Carmen Miranda, Ney Matogrosso, etc

    Tic Tac do Meu Coração

    O tic tic tic tac do meu coração
    Marca o compasso do meu grande amor
    Na alegria bate muito forte
    E na tristeza bate fraco por que sente dor

    O tic tic tac do meu coração
    Marca o compasso de um atroz viver
    É o relógio de uma existência
    Que pouco a pouco vai morrendo de tanto sofrer

    Meu coração já bate diferente
    Dando sinal do fim da mocidade
    O seu pulsar é um soluçar constante
    De quem muito amou na vida com sinceridade

    Às vezes eu penso que o tic tac
    É um aviso do meu coração
    Que já cansado de tanto sofrer
    Não quer que eu tenha nessa vida mais desilusão

  15. Anchieta Rolim 28 de novembro de 2011 15:46

    Valeu Danclads, beleza de poema!

  16. David de Medeiros Leite 28 de novembro de 2011 15:35

    Grande poema…
    Parabéns!
    David Leite

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