Esperança da cidade

Por  Francisco André Alves Moura

Pela periferia perambulo
Em eternas ruelas sem saída
Ao meu redor
Aquela história
Que imagino conhecer
Pelas páginas e retratos
Solitários e frios
De livros e cenários.

Na parada
Olha ela
Coração angustiado
À esperar sua cria
Esquina escura
Istinto protetor inútil
Que expõe a dois
O perigo de um

Ó, coração
A que tu serve
Se por ti foge a razão?

O medo
Que me faz companhia
Sorrir pra mim
E diz: hipócrita
À essa hora
Não estou interessado
Em nenhuma teoria

De cabeça erguida
Só aqueles
Que à luz do dia
Se escondem
Afinal, 22 e 30
Hora da coragem
De quem
Não teme a morte
Por ter medo da vida

Um preto
Um pobre
Um estudante
Co-habitam o mesmo espaço
Neste instante

A cena é singular
O terceiro
Pro primeiro
Representa ameaça
Mas não existia, sequer
Quando era o segundo
Menino de rua
Pedinte vagabundo.

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