Espetáculos do apartheid

fabioCaros amigos:

Acho bom definir com maior clareza a importância das pessoas que frequentam camarotes vips: celebridades de tv (reality shows e congêneres), frequentadores de colunas sociais, alguns endinheirados – mas nem tanto. Tem público para ver isso, o público tende a ser de gente pobre ou classe média deslumbrada com o espetáculo da celebridade alheia. E tem o espetáculo que esse público proporciona: oferecem-se em imolação aos célebres (foto de Canindé Soares).

Curiosamente, celebridade só namora celebridade (uma que está em Natal até alardeou o celebridade com quem teve a primeira noite): a vida delas está escrita por antecipação. Ou não tem vida pra viver, é tudo script.
Esses espetáculos dão a impressão de que tudo está em seu lugar. Um minuto do filme “Moscou”, de Eduardo Coutinho, nos faz lembrar que nada está em lugar nenhum.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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