ESTADO DE HORROR de uma Sociedade Doente

Le génie du mal, de Guillaume Geefs, em exposição no púlpito da catedral de Saint-Paul de Liège, na Bélgica.

“A mais perfeita manha do Diabo é a de fazer crer que não existe… ” Baudelaire

A Vida acaba cedo. A vida tem medo. Assim sem mais acaba a vida. Natal foi tomada por assaltantes e ladrões. Colegas são assaltados ao voltar para casa. Levam tudo, a paz e alegria de viver. A bala quase sempre sai de uma arma impune. A lágrima não basta. A sociedade amordaçada está ficando imunizada de tanto horror. Policiais armados matam bandidos e inocentes.

A alegação da troca de bala quer justificar a barbárie. A bala atinge a inocência. A bala perdida. Bala disparada por pessoas despreparadas A polícia não policia. Quando acionada; a bala? Não. A policia. Não resolve nada. A impunidade é a regra. A sociedade está com medo. E pavor. As casas são vendidas. Eletrizadas e engradadas. É só um paliativo. O crime aqui parece compensar. Compensar a falta de educação, de ética e de exemplos das elites. Os políticos são péssimos exemplos.

O mal chegou e invadiu nossas casas e famílias. O mal bate a porta, lateja. Invade nossas mentes, palavras, atos e ações. Lúcifer ganhou. Na literatura a estética do mal se instala definitivamente com as “Flores do Mal” do Baudelaire em 1857. Com Baudelaire satanás é entronizado e o homem perde o seu lugar de destaque onde tinha sido colocado na renascença.

No livro “Eichmann in Jerusalem”: A Report on the Banality of Evil de 1963, escrito pela filósofa Hannah Arendt, ela cunha a expressão “banalidade do mal”. Nada mais atual nos tempos em que vivemos. Onde o ter venceu o ser.

Difícil encontrar alguém que não tenha sido tomado de pavor. Assaltado. Todos acorrentados numa rede de torpor. Não existe lugar seguro. Em todos os lugares o mal chegou. Lúcifer parece que ganhou. Seu numero é o dois. Temos sempre duas opções e precisamos decidir na encruzilhada que nos encontramos. Se é que tem saída…

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