“Estamos ficando mais iguais”

G1: A igualdade como valor na sociedade brasileira é um dos eixos de “Crônicas da vida e da morte”. Estamos ficando mais iguais ou menos iguais?

ROBERTO DAMATTA: Estamos ficando mais iguais. Mas, conforme acentuo nas crônicas que discutem o poder, a política e os valores, estamos sujeitos a recaídas do nosso lado hierárquico, personalista e relacional. A igualdade existe mais no plano formal, das leis e da política, do que no social ou cultural, e isso torna as coisas mais complexas. Não temos, como mostro no livro, uma prática social da igualdade, como mostram o trânsito, as filas, o governo e os políticos. Esses são um barato: eles se tornam famosos pregando a igualdade e enriquecem como nenhum outro grupo.

Entrevista do antropólogo Roberto DaMatta a Luciano Trigo.

AQUI

ao topo