Estética não combina com ética?

Marcos Cavalcanti:

O seu texto é bom, apesar de, mais uma vez, comportar equívocos graves.

A coisa mais clara do mundo é: os movimentos do mal se apropriam, quase sempre, de algum elemento estético, místico, para seduzirem seguidores. Só isso. Toda a discussão, depois deturpada,foi inaugurada com essa única premissa. Será que isso ainda não ficou claro? Puxa vida, estou começando a ficar triste…

Sou um grande apreciador de Wagner (“Tristan und Isolde”, “Tannhäuser”, “Der Ring des Nibelungen”, etc.). Sou um leitor de Nietzsche, já há algum tempo. Bem, a música de Wagner e as ideias de Nietzsche estiveram dentre as admirações e predileções de Hitler. E, nem por isso, sinto-me um seguidor do Nazismo.

Será que esse pensamento não fica claro nunca?

Digo mais: sou um apaixonado pelo sertão (de onde vieram todos os meus ascendentes), principalmente do sertão do Seridó. Adoro a estética do vaqueiro. Meu livro de paixão é a fala do Jagunço Riobaldo.

Nem por isso, sou um admirador do bandido Lampião, nem de bandidagem nenhuma.

Concordo com você que estética não é moralidade. Mas, puxa vida, não dá para combinar nunca ética e estética?

De qualquer sorte, sou honesto, modéstia à parte, e gostei do que você escreveu desta vez.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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