Estilos

Por Jarbas Martins

Já que as postagens do SP, de hoje, tem falado tanto em estilos de blogs e algo semelhante, tenho uma pergunta a fazer ao amigo Tácito: por que os sonetos que postei, ultimamente, no SP, fugindo à forma tradicional na qual escrevi, foram publicados como se eu os tivesse escrito em versos livres? Resignei-me, deixando que assim fossem publicados, por algumas razões. Primeiro: Tácito é um bom leitor de poesia e sabe o que faz. Nesse campo, sensibilidade e criatividade não lhe faltam. Confio nele e, digo aqui, seria uma honra tê-lo como parceiro. Aqueles versos, à maneira de prosa, seria uma invenção de Tácito. Ótimo. Atenção, historiadores futuros: Tácito fez poemas em parceria comigo. Segundo: a maior revelação dos últimos tempos entre nós, em matéria de poesia, chama-se Gustavo de Castro. Desde Sanderson Negreiros ninguém escreveu melhor o poema em prosa como Gustavo. Como não sei escrever nesse estilo, resignei-me novamente. Que os incautos leitores de poesia (são muitos no Rio Grande do Norte) pensassem que o meu estilo tivesse afinidades com o do meu amigo Gustavo. E terceiro: como pretendo publicar esses sonetos em livro, terei a oportunidade de colocá-los na forma convencional que escrevi: magros, canhestros e pedregosos como a paisagem de Angicos, onde nasci.

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Nina Rizzi 6 de abril de 2010 17:58

    abraços de “ninar.” rsrsrs…

    o mesmo ocorreu comigo. com os poemas e a tradução do Bandeira.

    descobri o segredo: vc tem que dar dois “enter” pra uma quebra de linha e quatro “enter” pra duas quebras de linha.

    ou então enviar com a formatação original pro emeio do Tácito, ele publica pra gente.. rsrsrs…

    beijos, amigos.

  2. Gustavo de Castro 6 de abril de 2010 14:20

    Jarbas, homem, que é isso? Deixe desses seus exageros. Olha que o povo acredita nisso e depois eu é que fico com a responsabilidade de ser bom em alguma coisa. Deus me livre disso. Minha poesia não vale mais do que um beijo bem dado. Se poeta, não passo de um poeta torto. Se poesia tiver aqui, a culpa é do Sol daí e das agonias e tristezas que estão em todas as partes. Mesmo assim obrigado pelo elogio. Depois vc me diz quanto te devo de cachè, rs. Abraço de “ninar”, Gustavo.

  3. João da Mata Costa 6 de abril de 2010 13:02

    Jarbas, rapaz

    Dou fé que é verdade o que Tácito diz. Tb mandei um poema que saiu com a formatação errada. São coisas da máquina.
    Abração

  4. Tácito Costa 6 de abril de 2010 12:52

    rsrsrs… Jarbas, não mexi em nada que não sou doido de me meter numa enrascada dessa envergadura. É que o sofware do blog não sabe o que é poesia, prosa ou “proesia” e alinha tudo automaticamente, ao seu bel prazer. Quando percebo isso conserto, mas às vezes passo batido. Agradeço pela lembrança da parceria, que só teria a ganhar, mas deixe-me quieto aqui no meu posto de capitão desta nau a deriva nesse imento oceano que é a internet. abs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo