Estreme

Por Carlos Gurgel

dou-te
dilúvios e estios

a força mor
da flor que brota

dou-te
vazios e barcos bravios

um bar
repleto de solidões e limões

dou-te
uns tédios
aqueles remédios
e o ancião entre prédios

dou-te
azia
uma travessia vazia de tábuas e enredos
como contra-mestre de madrugadas e fracassos

dou-te eu
assim como a vida
que corre solteira
e um sonhador com fogueiras.

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. carito 5 de março de 2012 11:06

    abalo belo, imãgético!

  2. Danclads Andrade 4 de março de 2012 12:52

    Leio e releio teus poemas, com este não é diferente. A cada leitura um deslumbramento novo. Maravilhamentos!!!

  3. Cgurgel 3 de março de 2012 16:11

    nada não, Ednar. que isso!! foi do Flickr Johnny. obrigado vcs
    Cgurgel

  4. Ednar Andrade 1 de março de 2012 16:50

    Carlos, querido, desculpe-me, fiz a Rolim um elogio em teu poema – o que não torna teu poema menor que o elogio; maravilhoso teu poema, querido!

    Sou tua fã, sabes disso.

    Beijos!!!

  5. Paulo Procópio 1 de março de 2012 15:05

    Ok, Carlos.

  6. Johnny Cavia 1 de março de 2012 10:25

    c.gurgel como sempre nos brindando com pérolas.
    ilustração muito interessante. quem?

  7. Ednar Andrade 29 de fevereiro de 2012 16:05

    Parabéns ao nosso novo colunista.
    Anchieta Rolim!!

    Merecido.Já fazias parte da casa como colaborador e agora colunista…Rs…
    Bem vindo ,poeta!

    *******

    Valeu ,querido editor!!!
    Rs…

  8. José de Paiva Rebouças 29 de fevereiro de 2012 12:42

    Lido e bem gostado – reproduzirei.

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