Eterno retorno: espaço e tempo como formas do cotidiano nas tiras de jornal

Este ensaio foi desenvolvido a partir de umas ideias que lancei anteriormente, no ensaio sobre Bachelard. Tenho pensado bastante este ano na natureza do tempo na narrativa dos quadrinhos.

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Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Alex de Souza 1 de dezembro de 2011 11:54

    gustavo, obrigado pelos elogios. pois é, o nome de fantasia parece ter suplantado o de batismo, hehehe. temos um grupo de pesquisa aqui em JP que está se articulando, aos poucos, mas com bons integrantes, seria ótimo ter o contato de mais gente pesquisando o assunto pelo Brasil a fora. Manda pro meu e-mail (se não tiver mais aí na sua lista de contatos, é o lexdesouza@gmail.com). Abraçóvski.

  2. gustavo de castro 1 de dezembro de 2011 11:41

    ,alex, gostei do texto, está excelente. vc escreve muito bem o que facilita as coisas. não sei se vc sbe, mas aqui na unb tem um núcleo consolidado há bastante tempo no estudo dos quadrinhos. convido vc a dar uma olhada nas publicações dos profs. selma oliveira, wagner rizzo, ciro inácio marcondes, entre outros. todos os semestres aqui é uma enxurrada de trabalho de tcc, mestrado e etcs, pesquisando algumas das variantes que vc desenvolve no seu texto/artigo/ensaio. minha única sugestão é que vc assine com um nome artístico, vc tem um? alex de souza? quase não te reconheci detrás do alexandro carlos de borges souza, rs. é o professor que exige isto? entendo: é a velha lista de presença da disciplina. vc vai juntar isso em um livro ou na sua dissertação? se vc quiser posso te mandar um material daqui. abç,

  3. Alex de Souza 1 de dezembro de 2011 8:35

    alice, obrigado pelo retorno sobre o texto, o primeiro que recebi, por sinal (feedback é um pouco século 20 demais, né?).

    então, sobre seus comentários pertinentes, apenas algumas ressalvas. Não advoguei o caráter cíclico das tiras como uma especificidade do gênero, apenas uma característica que me saltou aos olhos, mas que não lembro de ter sido abordada anteriormente. Também essa discussão acerca da especificidade, na área dos quadrinhos, precisaria abranger outros gêneros e considerar expressões com temáticas das mais diversas (e inclusive quadrinhos de um quadro só, como charges e cartuns) – e aí fugiria da minha intenção no texto.

    Já a questão do eterno retorno nietszcheano, na verdade, foi uma carona que eu peguei no pensamento do Maffesoli – esse sim, claramente inspirado no alemão doidão que a criançada adora. Tá lá no texto, mas talvez eu precisasse ter deixado mais explícito. Todo modo, a questão do limite de espaço pesou nessa hora. Minha ideia é aprofundar um pouco mais essa pesquisa e aí poder ressaltar essas semelhanças.

    Valeu aí. Abraço.

  4. Alice N. 30 de novembro de 2011 23:20

    Alex, concordo com muito do que vc propõe quando relaciona as tiras de jornal e o pensamento de Maffesoli, acho mesmo que a sua grande sacada está em frisar o aspecto fragmentário e descontínuo que a leitura de tirinhas em jornal manifesta (uma gargalhada duas páginas depois das notícias comoventes do trágico cotidiano, por exemplo). Agora ver o tempo narrativo das tirinhas como cíclico não me parece nem especificidade do gênero (vejo isso em romances, em piadas e outros gêneros que, aliás, tb exploram subentendidos tanto quanto as tirinhas) e nem me convenço de que só porque é cíclico remete ao eterno retorno nietzscheano… Sei não… Sei que eu podia estar roubando, podia estar matando, mas estou aqui comentando tudo isso só p dizer que esse é mais um texto seu o qual apreciei deveras. Abraços.

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