Eu moro onde você, que é bem mais esperto, passa férias e logo após sai correndo

Foto: Aldair Dantas

416 anos de extermínio de povos nativos; escravidão; coronelismo; oligarquias; relações sócio-econômico-políticas feudais; destruição indiscriminadas de mata atlântica, dunas, mangues e outros ecossistemas; especulação imobiliária; turismo sexual promovido pelo Estado; corrupção; roubo maciço de dinheiro público; clientelismo; grupos de extermínio; periferias imensas destroçadas pelo apartheid social e o genocídio da população negra pobre ao lado de exíguas “áreas nobres” onde cada centímetro de espaço público é privatizado ou largado às traças; shoppings, espigões, condomínios fechados e estádios no lugar de praças, ciclovias, espaços culturais e de lazer; cultura do automóvel exacerbada; transporte público nas mãos de máfias privadas; ruas inundadas de lixo que se tornam pantanais cada vez que cai uma chuva; playboys violentos, machistas e neoescravagistas… Uma cidade sem árvores, sem calçadas, sem lixeiras, sem teatros públicos… Uma população microcefalizada por suas oligarquias, suas mídias, sua des-educação, sua des-cultura política mandonista, clientelar, fatalista, arqui-individualista, vírus mais perigosos e implacáveis do que o zika…

Parabéns, Natal!

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