Eugênio Trivinho/Entrevista

ISTOÉ – E qual é a sua visão?
Trivinho – Do ponto de vista social, o Twitter repõe em novas bases, no ciberespaço, as regras de liderança e seguidores. Ele coagula uma determinada energia social em torno de um indivíduo que em geral tem alguma expressão midiática e, portanto, se coloca legítimo para ter seguidores. Nesse sentido, o Twitter presta um desserviço ao processo social na medida em que estimula as pessoas a seguirem líderes, quando deveriam seguir a si próprias.

ISTOÉ – Mas os seguidores também têm seguidores.
Trivinho – Na verdade, qualquer líder tem a ilusão de que tem poder porque conta com seguidores. Antes, ter status era comprar um carro do ano e depois passou a ser ter um computador atualizado. Hoje, ter tantos mil seguidores se tornou alguma forma de currículo. O Twitter repõe uma hierarquização das pessoas, de laços pessoais por subordinação em que o status se renova. Como se um indivíduo com 300 seguidores ou cinco mil seja mais do que aquele que está entrando agora e só tem dois.

Leia a entrevista completa no link abaixo.

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