Exercícios de ornamentar poema

Por Jóis Alberto

poetas/ poetisas e escritores existem/desde o genial apollinaire e futuristas/e talvez desde sempre/ que detestam pontos vírgulas reticências/adjetivos advérbios verbos/ conjunções preposições exclamações/preferem metáforas metonímias/hipérboles sinédoques antíteses/não epêntese talvez silepse/que é uma forma de concordância/ideológica ou afetiva/recorrem com frequência/dos recursos estilísticos à anástrofe/que é maneira de rebuscar poema/palavras e termos da estrofe ou oração/a colocação invertendo-se/ alhures acolá e aqui/ainda que com brusca sínquise/porque assim o poema/mera prosa não será/a todos os olhos e leituras/será bela e dificil poesia/ das mais inteligentes!/a se louvar… (entre leitores e amigos)!

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Jóis Alberto 25 de outubro de 2011 1:12

    Grande Jarbas Martins, obrigado pelo elogio à metapoesia! Arrisco a opinião de que toda a poesia, como um jogo intelectual de palavras, imagens, ritmos, rimas, espaços em branco, etc – em resumo, o verbo-voco-visual dos concretistas (no caso, geralmente sem rimas, certo?) – me corrija se eu estiver errado – toda a poesia tem ‘linguagem ornamentada’, mesmo quando se trata de ‘metapoesia’ crítica disso, concorda? Não posso me comparar a Carlos de Souza ou Adriano de Souza, não por modéstia, mas porque considero que esses dois poetas, em especial Adriano, mas com todo respeito a Carlão e a você também, souberam se aprimorar nas artes poéticas muito mais do que eu… Eu acho que tenho uma poética muito irregular, além de bissexta! O fato, porém, é que desde a juventude, modéstia à parte, muitas vezes tenho bons insights – como no desprentensioso texto acima, merecedor do seu elogio. Quanto à Literatura Comparada, passo a palavra a Carlos de Souza, que é mestre nesses assuntos, não só por há muito ser poeta estudioso, mas por ter realizado mestrado nessa área na pós graduação do curso de Letras da UFRN, certo?

  2. Jarbas Martins 24 de outubro de 2011 18:47

    ha diferença entre a poesia, de linguagem ornamentada, como a de Jóis Alberto e a prosa poética, despida de tropos, de Carlos de Souza ? acredito que não. confiram. vejam o ciberfolhetim do nosso Carlão em seu blog. desconfio dessa história de Literatura Comparada.

  3. Jarbas Martins 24 de outubro de 2011 18:13

    e viva a metapoesia do grande Jóis Alberto

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