EXPIAÇÃO

Por Suely Nobre Felipe

Antes de partir,
Quero libertar-me desse amor
Alertar todos os sentidos
Purificar todos os rancores.
Pois, nessa hora,
Já não me escondo de mim
Nem do ócio que medra
Em todos os meus lugares.
Quero saciar os meus dias
Com as migalhas das noites
Que ainda me restam.
Quero lançar de mim
Todos os desejos velados
Todas as palavras ocultas
Que sempre habitaram
A completude dos nossos olhares.

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Suely Nobre Felipe 30 de novembro de 2011 18:59

    Caríssimo Jarbas, porque não vai a nossa confraternização dia 17. Veja os detalhes com Gorete na AMPERN, assim, eu fugiria das conversas de trabalho, que nos rondam mesmo nestes momentos e, ao invés, trocaríamos idéias sobre literatura, em especial sobre a arte da composição poética.

    Abços. Suely

  2. Jarbas Martins 30 de novembro de 2011 4:59

    Não faltará oportunidade para nos conhecermos, Suely.É uma honra.

  3. Suely Nobre Felipe 29 de novembro de 2011 23:33

    Jarbas, colega, passei a semana viajando e sem acesso à rede. Seu elogio muito me encanta. Veja só, há anos alimento o desejo de nos conhecermos pessoalmente.

    Anchieta, valeu!

  4. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 13:27

    Suely, bela poesia! Massa!!!

  5. Jarbas Martins 24 de novembro de 2011 9:22

    ah, a poesia concreta, essa angústia da influência – doença diagnosticada pelo teórico Bloom, que nunca escreveu poesia…

    QUASEUMHAICAI: apelos por meus por teus ateus pelos

  6. Jarbas Martins 24 de novembro de 2011 9:18

    bom poema, Suely. poderia extrair algumas pedras-de-toque (touchstones, como diria o poeta e crítico Mário Faustino) e fazer do teu poema outros pequenos poemas.não o farei, em respeito ao seu autor: a poetisa Suely.parabéns.

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