E falando em dia do ator…

De Raíssa Tâmisa:

“E falando em dia do ator… acabo de ler a contradição dos pós-modernistas anunciando uma reforma platônica! Não custa lembrar que o TCP também foi interditado e segue fechado. Outro projeto de François Silvestre, que transformou uma ‘sala de grandes atos’ decadente num Teatro de Cultura Popular. E que há dez anos está sem manutenção. O resultado? interdição. No pouco tempo que passei em Natal no mês passado só ouvi reclamação de artistas, produtores e jornalistas. E olhe que eu fui entusiasta da nova administração da FJA, bem mais por afeição pessoal do que política, mas se tivesse apostado fichas, teria perdido todas. Alguma surpresa? Não. Decepção, talvez. Mas mais tristeza pela cultura do elefante e revolta por ver tanto trabalho que foi feito, tanto projeto que funcionava, serem maltratados desse jeito. Me angustia imaginar como estarão as Casas de Cultura espalhadas pelo estado. A última que visitei, a de Campo Grande, funcionava por causa da intervenção privada de quem não a deixou fechar. A de Caicó, última vez que vi, abandonada. Assú, idem. Umarizal, Martins e todas as outras, prefiro não ver de perto, as notícias que me chegam já assustam. Bom, quero desejar um feliz dia do ator… principalmente aos de rua, que continuam com lugar pra trabalhar e desejam o palco, não o palanque”.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

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