Falece a escritora Maria da Paz Ribeiro Dantas

TC

Notícia ruim que nos chega por e-mail através de Fernando Monteiro (“Uma triste notícia, Tácito – e uma perda muito grande para o reduto (mínimo) da seriedade intelectual no atual Brasil…”).

Fui no Google atrás de uma foto da escritora e uma das que aparecem em primeiro lugar é uma postada aqui mesmo no SP em 2009(aqui). Ela chegou até o SP por meio d0 Monteiro e era uma colabora bissexta, acredito que acompanhava o blog como leitora com mais constância. Leia aqui entrevista da escritora (aqui)

Do JC Online

Autora sofreu um enfarte na noite de quinta e foi enterrada hoje no Cemitério de Santo Amaro

Faleceu quinta-feira à noite, vítima de um enfarte fulminante, a escritora e ensaísta Maria da Paz Ribeiro Dantas, aos 71 anos. Paraibana radicada no Recife desde 1963, ela se tornou sinônimo dos estudos em torno do poeta Joaquim Cardozo. Seu sepultamento aconteceu na tarde de ontem, no Cemitério de Santo Amaro.

“Ela foi a primeira pessoa a querer trazer de volta os estudos sobre Cardozo. Quando fui presidente da Fundarpe, ela propôs um projeto com a sua obra completa,” destacou o escritor Raimundo Carrero. Maria da Paz Publicou diversos títulos sobre o poeta, entre eles: O mito e a ciência na obra de Joaquim Cardozo, Joaquim Cardozo: Ensaio biográfico e Joaquim Cardozo: Contemporâneo do futuro. “Maria da Paz foi um grande talento para a crítica literária. Foi uma crítica que sabia ‘ler’ um livro”, continuou Carrero.

Sobre ela, comentou também o poeta Pedro Américo: “Ela foi uma poeta muito boa, apesar de ter sido pouco lida. Acho que isso ocorria por sua dedicação à crítica literária”, observou Pedro Américo. Entre os títulos de poesia de Maria da Paz, Sol de fresta e Ilusão de pedra. Escreveu também um ensaio biográfico sobre Luiz Jardim, que foi publicado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), em 1989. “A dedicação de Maria da Paz à literatura era impressionante. Foi uma mulher muito rigorosa com tudo aquilo que escrevia, por isso publicava tão pouco. Mas estava sempre escrevendo”, observou o escritor Jomard Muniz de Brito, que destacou: “O conhecimento de Maria da Paz não era apenas ligado à área literária. Foi uma estudiosa das ciências e da filosofia.”

A sua poesia muitas vezes registrava questões metafísicas, ou mesmo flagrava sua forte relação com o Recife, cidade que tomou para si. É o caso de O capibaribe no Recife: “Nada mais doméstico/ do que esse boi manso/ pastando a si mesmo sob a canga das pontes.”

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