Falta dinheiro pra cultura (?)

Soube há pouco que a Orquestra Sanfônica Potiguar cobra dívida de R$ 4,5 mil da Fundação José Gugu. A verba é referente à produção do CD da Orquestra. O desabafo do maestro Roberto foi dito ao público durante o último Som da Mata, domingo.

Começo a pensar que o problema das nossas fundações culturais é de falta de dinheiro. Fica difícil fazer alguma coisa, embora a criatividade também esteja em falta.

Acho que no início do ano até publiquei nota em minha coluna no DN de uma reunião entre Wilma e Crispiniano, na FJG. Uma fonte me disse que a governadora reclamou dessa maneira: “Mas Crispiniano, tanto dinheiro que coloco aqui…”.

E onde está esse dinheiro? Onze editais estão pendentes de pagamento. O Seis & Meia terminou antes do tempo por contrair dívida. O Poticanto ameaça seguir o mesmo caminho. Não vemos obras de nada. O teto da Casa de Cultura de Macau permanece no chão…

Tudo bem que talvez sejam apenas R$ 6 mil ao mês contraídos da Fortaleza dos Reis Magos e ninguém sabe para onde esse dinheiro vai.

No âmbito da prefeitura, Rodrigues Neto me disse que a Capitania passou o ano engessada. Primeiro pelos problemas judiciais decorrente da denúncia da empresa de Parnamirim, que pagava os salários dos artistas. Depois com a Cooperarte. E, decorrente disso tudo, a dívida trabalhista dos próprios funcionários.

Rodrigues Neto disse ainda que, por conta desses entraves e imprevistos, faltou dinheiro para a promoção de eventos, inclusive o Encontro Natalense de Escritores em dezembro. Foram palavras dele.

Em contrapartida, vemos dinheiro despejado em tudo quanto é coisa sem futuro. Até para os clubes de futebol foram doados milhares de reais que salvariam boa parcela de projetos da nossa estancada cultura.

Sem contar no pagamento de bandas descartáveis para animar o público em festividades do poder público. E antes o lamento fosse pela má qualidade do produto, mas são bandas milionárias que sequer precisam da verba, como precisam centenas de compositores potiguares de qualidade.

Não é falta de grana. Não é incompetência. Muito menos falta de aviso e orientação. É má vontade. Só pode.

Soube há pouco que a Orquestra Sanfônica Potiguar cobra dívida de R$ 4,5 mil da Fundação José Gugu. A verba é referente à produção do CD da Orquestra. O desabafo do maestro Roberto foi dito ao público durante o último Som da Mata, domingo.

Começo a pensar que o problema das nossas fundações culturais é de falta de dinheiro. Fica difícil fazer alguma coisa, embora a criatividade também esteja em falta.

Acho que no início do ano até publiquei nota em minha coluna no DN de uma reunião entre Wilma e Crispiniano, na FJG. Uma fonte me disse que a governadora reclamou dessa maneira: “Mas Crispiniano, tanto dinheiro que coloco aqui…”.

E onde está esse dinheiro? Onze editais estão pendentes de pagamento. O Seis & Meia terminou antes do tempo por contrair dívida. O Poticanto ameaça seguir o mesmo caminho. Não vemos obras de nada. O teto da Casa de Cultura de Macau permanece no chão…

Tudo bem que talvez sejam apenas R$ 6 mil ao mês contraídos da Fortaleza dos Reis Magos e ninguém sabe para onde esse dinheiro vai.

No âmbito da prefeitura, Rodrigues Neto me disse que a Capitania passou o ano engessada. Primeiro pelos problemas judiciais decorrente da denúncia da empresa de Parnamirim, que pagava os salários dos artistas. Depois com a Cooperarte. E, decorrente disso tudo, a dívida trabalhista dos próprios funcionários.

Rodrigues Neto disse ainda que, por conta desses entraves e imprevistos, faltou dinheiro para a promoção de eventos, inclusive o Encontro Natalense de Escritores em dezembro. Foram palavras dele.

Em contrapartida, vemos dinheiro despejado em tudo quanto é coisa sem futuro. Até para os clubes de futebol foram doados milhares de reais que salvariam boa parcela de projetos da nossa estancada cultura.

Sem contar no pagamento de bandas descartáveis para animar o público em festividades do poder público. E antes o lamento fosse pela má qualidade do produto, mas são bandas milionárias que sequer precisam da verba, como precisam centenas de compositores potiguares de qualidade.

Não é falta de grana. Não é incompetência. Muito menos falta de aviso e orientação. É má vontade. Só pode.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

Be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP