Feira e escambo de livros, tudo a ver

TC

A mesa redonda sobre internet e literatura que eu participei, junto com os escritores Jotta Paiva e Patrício Júnior, no sábado à noite, no Espaço Literário da Feira do Livro de Mossoró, foi surpreendentemente boa. Era para durar uma hora e quase chega às duas. O espaço, pequeno, lotou e o que se viu foi um público muito qualificado e interessado em debater.

O tema era literatura e internet, mas a discussão acabou se encaminhando para os benefícios e malefícios da rede, um viés apaixonante e que divide opiniões.

Não demorou e tínhamos três correntes defendendo aguerridamente, com bons argumentos, suas posições: apocalípticos, integrados e a turma do meio termo entre esses dois extremos,  que é o meu caso, embora na hora do pega pra capar eu me encaminhe mais para o lado dos integrados – rs.

Lá pras tantas, com o debate polarizado Patrício, para demarcar posição, usou uma metáfora bem interessante. Que ele não sabe aonde a internet vai dar, com seus abismos e perigos, besta fera e anjinho, mas ele tá nesse trem e não sai de jeito nenhum.

E é nesse tal trem que eu também estou. Só espero que passe por Catende – rs.

Aproveitei o evento para pedir aos intelectuais e escritores de Mossoró que participem do SP. Hoje mesmo já fui atendido, o poeta Anchieta Rolim mandou um poema e o escritor Clauder Arcanjo, a quem ofereci uma coluna, ficou de enviar colaborações regularmente.

Dei umas voltas pela Feira e surpreendeu-me a quantidade de pessoas, sobretudo, crianças e adolescentes. Tava muito movimentada e o pessoal da Pedagogia da Gestão, através da TCM (Tv a Cabo) Clauder, Dino e João Maria comandavam ao vivo um programa direto da Feira, que no sábado teve como convidado especial o poeta Demétrio Diniz, meu companheiro de viagem. Eu também fui entrevistado no programa, falei lá umas besteiras sobre o futuro do livro.

Como a visita foi curta não tenho condições de fazer uma avaliação geral da Feira. Mas achei um equívoco manter os espaços das mesas redondas em meio à feira. Pelo menos no Espaço Literário o barulho, tanto da Feira em si, quanto da um outro espaço de debate vizinho, atrapalharam bastante. Uma zoada da bexiga!

O ESCAMBO DA CATORZE

Cheguei ontem tarde e atrasado. Em momentos separados – com o pai e depois com os filhos – comemorei o Dia dos Pais, não deu pra reunir todo mundo na mesma hora, e à noite ainda passei no escambo de livros realizado lá no Nalva Café pelo pessoal da Revista Catorze. Saí satisfeito com os negócios que fiz, acho que troquei uns cinco livros, só peguei livros de escritores brasileiros, vou tentar me atualizar um pouco mais com relação à nossa literatura.

A idéia da Catorze deu muito certo e várias pessoas que participaram, inclusive eu, acham que o escambo deve ocorrer com freqüência. Pessoalmente, levei excelentes livros, não tenho biblioteca a preservar, mas notei que algumas pessoas levaram obras ruins de correr água e ainda se gabaram de ter trocado por outras boas. Bem, para que isso tenha ocorrido, alguém saiu lesado e acho que esse não é o intuito do projeto.

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