Feitura de Poesia

Na casa de farinha,

farinha se faz

com o nobre caldo

que decanta a massa primeira.

Do caldo seguinte,

da manipueira,

se forma o que sobra

pra goma que fica

e vira pedra

pra ser desmanchada em tapioca ou beiju.

Só falta a piaba

posta no meio

que alimenta as tripas do verso!

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Denise 6 de outubro de 2011 14:36

    Deu prazer e fome este teu poema, François. Fome de comer, saber e entender como esse apanhado tão bom de lambuzar as papilas e posto na boca vira poesia e decanta lá na cabeça, desmanchando no coração.

  2. Romana Alves 5 de outubro de 2011 22:08

    Quanto sabor na poesia da vida cotidiana…tão leve quanto a farinha que alimenta a leitura!!

  3. Oreny Júnior 5 de outubro de 2011 19:06

    François
    O pião que se meter a comentar um poema desse, é metido…
    Belo!
    Abração

  4. José Saddock 5 de outubro de 2011 14:54

    Lembrei-me de Macau e do Mercado da Redinha, Poema para ler comer e guardar… Amigo estou querendo o seu e-mail, gostaria de lhe enviar um trabalho que estou escrevendo, e ter sua esclarecedora opinião.
    O meu é: catesaddock@bol.com.br Abração.

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