Feriado de 3 de outubro é insulto a indígenas

Por Alípio Sousa Filho

Causa espanto saber que a Assembléia Legislativa do Estado aprovou por unanimidade e a Governadora sancionou lei criando o feriado estadual de 3 de outubro para culto público e oficial dos chamados mártires de Uruaçu e Cunhaú.

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Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. José Saddock 4 de outubro de 2011 19:46

    “Quando vocês falam que foram mortos aproximadamente seis milhões de pessoas nos campos de concentração, das quais, grande parte se sabe o nome e o dia da morte, nós indígenas lembramos os quase seis milhões de irmãos nossos exterminados sem que se tenha, na maioria dos casos, qualquer informação sobre esses massacres. Foi um extermínio silencioso e contínuo, que continua até hoje.” Nailton Pataxó numa visita a um campo de concentração Nazista, Alemanha 2000.

  2. Tânia Costa 4 de outubro de 2011 12:10

    Muito bom para refletirmos sobre os milhares de indígenas que habitavam estas terras e que foram dizimados com a participação da igreja. Esta última sempre esteve ao lado dos interesses econômicos de um segmento apenas da sociedade.
    A hístória sempre foi e continuará sendo tenciosa para acomodar interesses dos que “contam a história”, ou seja, os que detém os meios, o poder, as ferramentas…

  3. Marcos Silva 4 de outubro de 2011 11:46

    Gostei desse comentário de Alípio. O verbete sobre o livro de Cãmara Cascudo (na épóca, ainda inéditgo) dedicado ao episódio de Cunhaú faz críticas similares, lembrando os terr´veis massacres religiosos feitos na Europa pelos católicos contra protestantes, como foi o caso da Noite de São Bartolomeu (tema presente no filme Intolerância, de Griffith).
    Mesmo o culto à memória do Poti merece discussão. Na disputa entre holandeses e portugueses, por que atribuir pureza a uns e fúria sanguinária apenas aos outros?

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