Ferreira Gullar é o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011

NO ESTADÃO

Alteração no regulamento evitou repetição da polêmica da edição de 2010

SÃO PAULO – O poeta Ferreira Gullar, de 81 anos, foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011 na categoria ficção com o livro Em Alguma Parte Alguma, lançado pela editora José Olympio, do grupo Record, em 2010. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira, 30, na Sala São Paulo. Laurentino Gomes, autor de 1922, faturou o prêmio de não-ficção por 1922. Ambos vão levar para casa R$ 30 mil.

Ferreira disse que o premio não é um incentivo para continuar a profissão: “O sentido da vida é outro. Quando a gente recebe um premio é, na verdade, o outro quem está dizendo que vale a pena continuar”, revelou.

O poeta teve como concorrentes Desgracida, de Dalton Trevisan (contos e crônicas), Ribamar, de José Castello (romance), Obax, de André Neves (infantil), e Antes de Virar Gigante e Outras Histórias, de Marina Colasanti (juvenil).

Polêmica. Considerado o premio literário mais importante do Brasil, o Jabuti alterou seu regulamento depois das polêmicas envolvendo o escritor e compositor Chico Buarque no ano passado. Segundo colocado na categoria “romance”, o autor de Leite Derramado (Companhia das Letras) venceu o prêmio de livro do ano. Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), de Edney Silvestre, obteve a primeira colocação entre os romances, mas perdeu o troféu principal.

Sendo assim, somente os primeiros lugares agora concorrem aos grandes prêmios de ficção e de não-ficção.

Cartunistas vão protestar na entrega do Prêmio Jabuti

AE – Agência Estado

Um grupo de cerca de dez cartunistas pretende protestar hoje contra decisão do júri do prêmio Jabuti de retirar, do autor Gonçalo Jr., a distinção de melhor biografia concedida ao livro “Alceu Penna e as Garotas do Brasil”. Depois de promoverem um “twitaço”, prometem levar cartazes e fazer barulho na cerimônia esta noite, na Sala São Paulo.

O cartunista Rafael Terpins fez uma charge retratando um jabuti urinando em um livro, sobre a inscrição “Devolvam o prêmio do Gonçalo”. É uma espécie de reedição da campanha “Chico, Devolva o Jabuti!”, do ano passado, que questionou o melhor livro para Chico Buarque.

“Não acho que houve uma predisposição contra o Gonçalo”, disse Franco de Rosa, um dos manifestantes. “Só acho um absurdo dar um prêmio importante como este e logo depois tomá-lo de volta por desconhecer que a obra possuía uma edição ”caseira””. Os cartunistas também ficaram particularmente irritados com o fato de que a biografia retrata importante desenhista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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