Festa de Sant`Ana

Moxotó, camará, catingueira
Sustentam a vida
A chuva acordava a terra num
Odor de zimbro e chumbo
Meu sertão caritó
Serra Negra, Acari.
Caicó e Jardim do Seridó
Thomas- o filho – cronista
De homens-ferros,
Cachimbos, galegos
Judeus e Portugueses
A rede suspende a vida – letargia -morte
Meu avô morreu de cezão aos 33 anos
O bisavô mestre-escola
Minha avó dormia só uma madorna e
Faleceu de arteriosclerose.
Mamãe solidão
Vivendo estamos doendo
Não há fim para essa lembrança.
Engenho torto
Açúcar o sangue
Chouriço espécie
O sol a carne
Queijo de coalho e lingüiça
Não, não foi Deus …
Ninguém entende
Sefus gões
Quadrivium
Guerra – o Padre
O sobrado virou museu
Sant´anna; ensina
essa menina!
O dia é de festa
Meu Caicó amado
A feirinha, as ruas repletas de transeuntes.
As calçadas são tomadas e as famílias
e amigos distantes se encontram.
Os clãs são formados.
Seridoense é orgulhoso.
A chuva é pouca e a lembrança muita.
Há sessenta anos mamãe casava nesse dia
De Sant`Ana a ensinar a todos nós.
Devotos da fé
E da vida que nascia

Comments

There are 2 comments for this article
  1. Suely Nobre Felipe 28 de Julho de 2012 17:29

    Prezado João da Mata.

    Sou de Santana do Matos, que igual a Caicó tem a santa por padroeira. Por isso te digo: Sant’Ana produz alguns sentimentos que somente seus filhos são capazes de sentir, ou até mesmo de compreender. Abraços.

  2. João da Mata 28 de Julho de 2012 20:14

    Cara Suely,

    Concordo com voce. Sant`Ana inspira a todos. Fui batizado na Igrja de sant ` Ana de Caicó com o Pe Walfredo Gurgel.
    Mamãe estava lembrando com saudades dos sessenta anos do seu casamento. Abraços fraternos.

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