Festeira de Besteira

Professor da UFRN Humberto Hermenegildo e o poeta Paulo de Tarso Correia no Flipipa

Cheguei agora, senhor editor, e leio um festival de besteira que assola o sp – ou melhor, a imprensa local e o nosso substantivo. Nenhuma análise consistente sobre o que aconteceu na bela Pipa pós-assassinato de três belos coqueiros. Deu ou não deu entrevista pouco importa. O Antunes mediático nunca vai ser um grande poeta, dando ou não dando. O mago virou mago mesmo tendo dado na infância.

O caso FLIPIPA não é o primeiro que acontece aqui e não reverbera como devia. É claro que as mesas foram formadas aleatoriamente por pessoas nem sempre competentes e preparadas para levar uma discussão de alto nível. O Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) com seu festival da besteira que assola o país nunca esteve tão presente como nos dias atuais pós-nada. A besteira escoa por todos os poros de um país cada vez mais fela – ou melhor -, “FEBEAPA”.

Análises parciais. Uma cidade entregue às moscas. Nas ruas não podemos andar. Condomínios de luxo assoreando rios. A merda contaminando o nosso lençol freático. E as besteiras de sempre ecoando. Você meu querido Porto, precisava ver o Brasil de hoje. Não mudou nada do seu tempo. Para diminuir os acidentes de moto o Padilha sugere diminuir a venda de motos. Olha o Padilha!. Ou melhor, olha as motos que se transformaram numa terrível arma.

O oceano contaminado por uma empresa americana e milhares de vidas mortas. Um acidente ecológico sem precedentes.

Os bolsos das calças de Toritama são feitos de lixo hospitalar americano.

E o Equador não é só um linha que separa hemisférios …

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Comentários

Há 15 comentários para esta postagem
  1. luiz gonzaga cortez 24 de novembro de 2011 8:51

    Acho que alguém deveria ir para o divã de psicanalista. Se aprume,caro Jdamata. Digo isso porque não entendi nada de sua supoosta “análise” (sic) do festival de Pipa.

  2. Alex de Souza 23 de novembro de 2011 20:23

    o cara que vê tácito de cueca devia receber insalubridade

  3. Edjane Linhares 23 de novembro de 2011 17:35

    Pessoal, retifico o nome do palestrante a que me referi no post passado. O nome correto é Davi Arrigucci Júnior.

  4. luiz Maciel 23 de novembro de 2011 16:47

    Caro Damata
    Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, ano passado eu o vi na mesa com João Gilberto Noll, foi muito boa sua participação no Flipipa 2010. Lembro que você usou aqui no SP o termo “orgástico” para a passagem do escritor pelo evento. Agora, cê perdeu a oportunidade de ter ido esse ano com mais folga para acompanhar na plateia. Fui no sábado e achei uma beleza. No mais, gostei dos comentários aqui e da cobertura dos veículos de papel. Algumas até divertidas. Teve um jornalista que falou até da cueca de Tácito Costa. Ficou como aquelas coberturas de festival de rock que a gente vê por aí. A festa também faz parte. Abçs!

  5. Fábio Sales 23 de novembro de 2011 16:16

    O João da Mata precisa ser convidado pelo Dácio no próximo Flipipa para elevar o nível, para dar mais profundidade ao evento.

  6. João da Mata 23 de novembro de 2011 14:08

    Meu polígrafo melomano poeta Lima, chupa que é bom. Quem sou eu pra explicar a poesia.

    “Então pra que a estética, meus camaradinhas? O problema do valetudo é que ele é a porta pros valenada, embora este não pareça ser o caso do Antunes. Xapralá. Liga pras minhas lezeiras, não. Valeu, ladies and gentlemen?” JL

  7. Edjane Linhares 23 de novembro de 2011 12:53

    João, o festival foi muito bom. Participei sexta e sábado. Fiquei encantada com Davi Arrigushi falando sobre a obra de Manuel Bandeira. Foi a mesa que gostei mais. Fernando Morais não acrescentou muito sobre Cuba do que Frei Beto expôs na CIENTEC, em Natal. Poderia ter falado mais do seu novo livro, inclusive bem elogiado pelo Frei. Os poetas Carlitos e Eucanaã deram um show a parte, de sensibilidade existencial e poética.
    João, por favor, não perca o próximo FLIPIPA e nos fale mais de sua viagem, que deve ter sido bem interessante também.
    Beijos.

  8. Jairo llima 23 de novembro de 2011 12:49

    Diante do João da Mata me sinto sempre um retardado. Li com atenção o texto e não entendi porra nenhuma, como se tivesse sido escrito em húngaro, sãnscrito ou javanês. Grande João, piedade dos menos ilustrados!

  9. carito 23 de novembro de 2011 11:17

    Caro João: eu também não entendi o objetivo desse seu texto aqui. Eu não pude ir ao Flipipa esse ano. Mas pude acompanhar o que aconteceu por lá, por aqui – no SP e outros sítios virtuais. Claro que, como canta a velha canção: “o resumo é de cada um”. Há braços!

  10. Marcos Silva 23 de novembro de 2011 10:58

    João:

    Continuo sem entender. Vc transcreveu comentário meu. Vc conhece bem escritores infinitamente mais complexos que eu. Nesse sentido, deve ter entendido o tom irônico dessa minha referência. Inclusive porque ela faz parte de desinteresse meu pela sexualidade de celebridades.
    Não assisti a todas as atividades. Cheguei no fim da noite da 5ª feira. No dia seguinte, falei na primeira mesa e assisti à exposição de Davi Arrigucci Jr. (muito boa, em minha avaliação). Por limitação física, não assisti à mesa de Fernando Morais, embora tivesse vontade de ouvir o jornalista.
    Considero importante criticar eventos culturais, visando à superação de seus problemas.

  11. João da Mata 23 de novembro de 2011 10:37

    Do III FLIPIPA

    Caro Tàcito, não falo do evento mas da sua reverberação. O evento deve ecoar para além das falésias sem coqueiros de PIPA. Foi o que li, aqui e alhures:

    Pergunta: em que foi melhor que o segundo (frio) comentários ?

    Da Diplomacia ou não do Jornalista Tácito

    “poesia é uma coisa cósmica”,

    é uma arte maioritária”.

    “Não assisti à fala de Fernando Morais, li as notícias (inclusive, boutades sobre gays e ex-gays). Faltou falarem sobre futuros gays – aquela bela música de Chico Buarque poderia servir de fundo musical, “Futuros amantes” “.

  12. Tácito Costa 23 de novembro de 2011 10:16

    Caro Damata,
    Fiquei com a impressão de que você não leu direito o que se escreveu aqui e alhures sobre o Flipipa. Acredito, e outras pessoas também acham isso, que o conjunto de textos produzido permite uma idéia bastante razoável do que foi o evento. Pode ter havido algumas avaliações equivocadas ou superficiais, mas não comprometem o todo. Claro que se você tivesse participado, seja como espectador ou em uma das mesas, esse material produzido alcançaria a consistência e profundidade que você reclama. Torço para que você participe do próximo e nos legue as análises consistentes, imparciais e sem preconceitos que faltaram sobre este último.
    Abç.

  13. Gustavo de Castro 23 de novembro de 2011 10:16

    Eu tb não entendi. João conta aí direitinho, num texto centrado, como vc viu o Flipipa.

  14. Marcos Silva 23 de novembro de 2011 8:31

    João:

    Não entendi sua análise do FLIPIPA.

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