Festival Dosol Warmup agendou Silva e pode trazer Tiê para Natal; e ainda a questão Local x Nacional e tal

O Warmup é uma espécie de esquente para a 12ª edição do Festival Dosol, que acontece só em novembro. Então, muito show bacana vai realizar até lá. Já foram oito shows na conta, incluindo Lucas Santanna, Bixiga70 e um comboio de artistas potiguares invadindo São Paulo para shows em um bom palco e que, para este blogueiro, marcou história.

Pois bem, as próximas novidades são o boyzinho Silva, um capixaba de 20 e poucos que mistura elementos da música brasileira com eletrônica, acompanhadas de letras poematizadas. Eu desconhecia, fui conferir na net e o cara é muito, muito bom. O show já tem data e local. Será 7 de junho no Peppers Hall.

A outra possível atração é a paulistana Tiê, de quem sou fã. Ainda sem data e local. Assisti o show dela no Rio de Janeiro, em um teatrinho super simpático, privado, do qual esqueci o nome. Mas tem um formato inédito por aqui, cheio de mesas e serviço de bar/restaurante. Muito aconchegante. Era o lançamento do álbum A Coruja e o Coração. Ao meu lado estava o guitarrista do Cidade Negra, Da Ghama, dormindo (rs). O show de Tiê é vagaroso e delicioso. Curioso é que neste dia a música mais aplaudida foi ‘Você não vale nada’, do potiguar Dorgival Dantas, que também compõe o álbum.

Local x nacional = discussão interminável
Mas voltando ao Dosol, o combo será responsável este ano por cerca de 150 shows no ano. É um número impressionante, penso. Mais ainda é o trabalho realizado pelo quarteto Camarones Orquestra Guitarrística, comandado por Foca e Ana Morena, do Dosol. Já foram 52 shows este ano e agora partem para tour na Europa.

Agora, inacreditável mesmo não são os 150 shows do Dosol para este ano nem os 52 do Camarones já realizados. É o número de apresentações do Camarones em Natal. Dos 52 apenas um foi realizado por aqui, e para lançamento de um álbum produzido por eles mesmos. Tanto o Camarones quanto o Far From Alaska mereciam estar bem mais presentes nos eventos patrocinados pelo poder público. São os grandes nomes da cidade no momento.

Se discute percentual para atrações locais em abertura de shows nacionais. O Camarones e o Far From Alaska já são nacionais. O show do Far From no palco da Copa juntou milhares de pessoas em Natal. No Festival Dosol foram 2 mil bichos grilos se acotovelando para assistir a banda. E só com música própria! “Ah, mas não é o grande público”. Então, o grande público reconheceria um João Gilberto no reveillon da Praia do Meio? Não! Então o artista aclamado, dito nacional, é apenas o artista popular? Assim fica difícil.

Desse jeito os locais nunca serão nacionais e estarão condenados a ser sempre inferiores, a ser sempre 10%.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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