FHC e o Roda Viva

Esse velhinho FHC merece mesmo o meu respeito. Aos 80 anos de idade, o sujeito é um desassombrado: namora, trata de temas polêmicos sem afetação, sem preconceito, com coragem, faz parte de confrarias internacionais (vide “os Elders”, confraria de Mandela, além de outras), aprecia bons vinhos, talvez um Malbec, talvez um Syrah (acho que não gosta de cachaça), tem história pra contar, lê, escreve, fala, em várias línguas, mas não fica falando da vida alheia, tem mais o que fazer. É um sujeito operoso e tem pulsão de vida.

Enfim, FHC é o meu modelo de velhice!

Agorinha mesmo, FHC está inaugurando o seu Facebook, talvez para papear com o Jarbas e o Monteiro. Ei, Jarbas, convide o ex-Presidente para assumir uma coluna aqui no SPlural, cara! Quem sabe…

Esse sujeito foi o protagonista do início da retomada do processo civilizatório no Brasil. Basta ver a importância do Real (por sinal, que nome bem escolhido!). É um iluminado, assim como o foram Vargas e Kubitscheck e, mais recentemente, o grande Lula, seu adversário, porém amigo (não se enganem, eles se gostam). Tomara que Dilma siga o mesmo caminho…

Ontem, no Roda Viva, Fernando Henrique deu um show de lucidez e elegância. E revelou aspectos importantes da história deste louco país. Também deu “dicas” de governabilidade para Dilma. Mostrou que ela tem que se antecipar aos fatos, não permitindo que a imprensa estabeleça pauta para o país.

Ah! Por falar em imprensa, o novo condutor do histórico programa da TV Cultura, o jornalista Mario Sérgio Conti, esse é competente, mas muito antipático, com aquele olhar e risinhos eventuais e mortificados, fazendo ironias blasés. O Mario é mesmo chato. Mas, tudo bem. Tá dando conta do recado.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 6 de dezembro de 2011 13:10

    FHC

    Um péssimo Ministro da Educação.
    Aposentou com menos de 50 anos e chamou os professores que lutavam por melhores salários de vagabundos. E ele tem várias aposentadorias.
    Fez muito mal a educação desse pais.
    Foi um péssimo presidente.
    Seus livros, ele disse, para esquecer.
    Também; a maioria são muito ruins. Um purgante
    E eu fui seu leitor quando do CEBRAP.
    Foi a decepçao de muitos que tinham esperança na administração de um intelectual.
    Definitavamente não o tenho como uma pessoa que fez bem ao Brasil.

  2. Jarbas Martins 6 de dezembro de 2011 10:18

    Por conta destas minhas manias de conspirações, compade Lívio, é que Luís Damasceno só me chamava de Jarbas Motim.

  3. Lívio Oliveira 6 de dezembro de 2011 8:22

    Procurei vc ontem, Jarbas, na Cooperativa. Não encontrei. Pena! Estou com umas ideias conspiratório-poéticas que quero compartilhar.

  4. Jarbas Martins 6 de dezembro de 2011 8:02

    Deixa comigo, compade Lívio.Fui aluno da prof.Ruth Cardoso num curso de Especialização em Ciência Poltica, final dos anos 70,começos dos 80, aqui na UFRN.À frente do CCHLA encontrava-se o dinâmico professor Jardelino Lucena, meu amigo. Durante o período do curso, conseguimos eu, os professores Ivoncísio Medeiros, Taciana Jales, Angelina Benedita (esposa de Francisco Alves Sobrinho, já falecida), com o apoio de Jardelino e através de Dona Ruth Cardoso, trazer FHC até Natal, para fazer uma palestra.Era em pleno período dos anos de chumbo, o PT surgia, como uma grande Esperança, e Fernando Henrique se lançava como candidato ao Senado em São Paulo.Olha Tácito não é difícil não, tenho contatos em São Paulo (faço parte de uma família potiguar/paulistana) e este momento histórico Fernando Henrique jamais terá esquecido.

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