Filme “Lula” vai representar o Brasil em disputa por vaga ao Oscar

O filme “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto, foi o escolhido nesta quinta-feira por uma comissão de especialistas para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de melhor estrangeiro em 2011. O longa foi eleito por unanimidade.

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Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 24 de setembro de 2010 9:52

    Amigos e amigas:

    O filme é ruim mesmo. Mas não vejo como problema do governo e sim da comissão que o escolheu e, pelo visto, quis agradar ao governante. Nomes ilustres não isentam responsabilidades. Bernardet, que escreveu textos tão bons no passado, carregará sua parcela de culpa nessa vexaminosa escolha unânime num ano em que havia o novo “5 vezes favela”.
    Agora, é muito comum mandarem abacaxis para o Oscar – por sinal, grande vitrine dessa deliciosa fruta de casca tão espinhosa. Lembram de “O quatrilho”? Gosto de “Central do Brasil”, não lembro se “Cidade de Deus” (dotado de méritos técnicos) foi indicado, tomara que “Tropa de elite” (premiado em Berlim, todavia…) não tenha sido. Não costumam escolher os pesos pesados do cinema brasileiro – Eduardo Coutinho, Karim Ahinouz. Falha do Oscar ou das comissões nacionais?
    Abraços:.

  2. João da Mata 23 de setembro de 2010 14:31

    Lula, o filme

    O melhor do Brasil é o Brasileiro, disse Camara Cascudo.
    Lula, pode concorrer enquanto um grande estadista. Com relação ao filme do Barreto é muito ruim. arte é arte. política é politica e mané é mané

    Lula, “o filme” de Barreto.

    É um filme/ documentário que dramatiza (sic) a vida do principal personagem vivo da história do país. Um animal político e grande comunicador ao seu modo. O filme é muito ruim. Uma colagem mal-feira de flashes da vida do presidente da república do Brasil. As cenas mais importantes – nas fábricas, greves e sindicatos – foram emprestadas de outros cineastas. O filme consegue ser pior que os filhos de Francisco.
    A demonização do pai e a caricaturização da mãe do Lula é forçada. Glória Pires como a mãe é a personagem principal do filme. Não convence mesmo enfeiada e envelhecida. A atriz sabe pouco de uma nordestina e fala clichês o tempo todo numa filosofia de vendedor de laranja. “Faça o que você acha certo, meu filho”. Aliás, laranjas é o que não faltam nesse país.
    A junção de tantos fatos reais da vida do Lula resultou numa ficção. Para uma personagem tão rica um cineasta tão medíocre que está – para nossa infelicidade – no centro da cultura Brasileira há décadas. O filme não merece toda a celeuma que o antecedeu. De grandioso só o orçamento pago por grandes empresas e multinacionais.
    A personagem desde pequena já sabia que ia ser presidente do Brasil. Todas as falas vão nesse sentido o que não constrói “o filho do Brasil” desigual e assistencialista. As contradições são camufladas para realçar o eu de uma personagem que num solipsismo se confunde com a história recente do país.
    Um filme esteticamente fraco. Raso na sua concepção se pensarmos nas várias camadas que fazem uma obra de arte. O canto de um cisne emplumado por tantos cifrões de um filme comercial.
    Melancólico. Decepcionante.

  3. Alex de Souza 23 de setembro de 2010 14:25

    Depois, quando a gente malha esse governo, o povo vem dizer que a gente faz parte da direita raivosa. Sei não.

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