Filmes de guerrilha

O Cinema Marginal deixa de lado esse engajamento político do Cinema Novo?

Visconti: Não. O cinema que fizemos tem engajamento político dentro do valor estético. Havia a intenção de romper com todo o processo de linguagem do cinema brasileiro. Nós fazíamos os filmes com recursos do nosso próprio bolso. Eu nunca dependi da Embrafilme (instituição criada em 1969 para promover e divulgar o cinema nacional). Julio Bressane também não. Só Rogério Sganzerla conseguiu uma grana ali. A Embrafilme só nos prejudicou, porque havia censura da própria instituição, nos roteiros, nos argumentos.

Da entrevista feita por Fernando Masini com o diretor Elyseu Visconti.

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