Filmes inaugurais

De Moacy Cirne
Balaio Vermelho

Na história do cinema, a bem da “verdade”, são poucos os filmes que podem ser considerados estruturalmente “inaugurais”. Citemos alguns deles, sem qualquer pretensão crítica (não se trata, evidente, de um “problema” a ser pensado de forma absoluta e/ou irretocável): Intolerância (Griffith, 1916), Nosferatu, o vampiro – foto (Murnau, 1922), Sherlock Jr. (Keaton, 1924), Greed (Stroheim, 1924), Aurora (Murnau, 1927), A paixão de Joana d’Arc (Dreyer, 1928), Um cão andaluz (Buñuel, 1928), O homem da câmera (Vertov, 1929), M, o vampiro de Dusseldorf (Lang, 1931), Um dia no campo (Renoir, 1936), No tempo das diligências (Ford, 1939), Cidadão Kane (Welles, 1941), Laura (Preminger, 1944), Roma, cidade aberta (Rossellini, 1945), La terra trema (Visconti, 1948), Cantando na chuva (Kelly & Donen, 1952), Hiroshima meu amor (Resnais, 1959), Acossado (Godard, 1959), A aventura (Antonioni, 1960), Sombras (Cassavetes, 1960), Ano passado em Marienbad (Resnais, 1961), Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964), Pierrot le fou (Godard, 1965), Andrei Rublev (Tarkóvski, 1966), Crônica de Anna Madalena Bach (Straub & Huillet, 1967), Era uma vez no Oeste (Leone, 1968), 2001: uma odisseia no espaço (Kubrick, 1968). Não são necessariamente os melhores, mas seguramente são alguns dos mais importantes e/ou dos mais emblemáticos.

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