FILMICHELANGELO

pode ser que
enfiar retirar enfiar
o outro
sem alteridade

em busca de
valores
a bela mercadoria
rara
lixo
o amor acontece
amanhã depois de amanhã depois de depois de

única
a intensidade na loucura
vênus vai vem no visor da vidraça
vontade de explosão
foto da foto

ver o grito
à escuta da imaginação

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 14 de janeiro de 2011 12:32

    retifique aí,tácito:…” seu verdadeiro nome é TOLERÂNCIA.”.

  2. Jarbas Martins 14 de janeiro de 2011 12:30

    FILMONTEIRO, o título é ótimo.Parabéns, Marcos.
    Quanto a Tácito, sabia, seu verdadeiro é TOLERÂNCIA.Inspirou Griffith.Há braços, como diz o poeta Carito.

  3. Marcos Silva 14 de janeiro de 2011 12:19

    Jarbas:

    Obrigado pelas palavras sempre atenciosas. Talvez o título mais explícito seja FILMONTEIRO para deixar mais patente que o bonito poema de Fernando me fez relembrar Michelangelo.
    Para Tácito: quando falam de nariz torcido, lembro daquela cena de “Blade runner”, com um dos bonecos da casa de Sebastian todo animado diante da bonitona Priss.
    Abraços:

  4. Jarbas Martins 14 de janeiro de 2011 10:23

    Marcos, gostei dos seus versos pela síntese, as tomadas, ou takes, que se casam com a temática do cinema…e, bem…o hermetismo nunca foi defeito: nem em Mallarmé, nem em João Cabral e muito menos no talentoso Marcos Silva,que até fez versos diretos, marcados pela concretude e, nada herméticos,nos anos sessenta.Agora, Marcos, o título é tão arbitrário, que tanto poderia o poema se chamar FILMICHELÂNGELO, como FILMEFERNANDOMONTEIRO.Para o meu gosto de cinéfilo angicano, que ganhou gosto pela arte cinematográfica, assistindo filmes no Cine Geraldo Moura de Vasconcelos (pai da poetisa Carmen Vasconcelos) em Angicos, eu daria ao teu poema o sucinto título de FILM.com tudo que vai, nessa mágica palavra, de modernidade, precariedade, desfocamentos, ruídos, mistério,sombra e luz, tal e qual as projeções no Cine Geraldo Moura de Vasconcelos.Mas isso, caro Marcos, é apenas a opinião de um intelectual angicano, que tenta ser poeta, e as vezes acerta, e ás vezes, de mau jeito, escreve umas coisas que o crítico mais concessivo desse blog discretamente torce o nariz..Abraços.

    • Tácito Costa 14 de janeiro de 2011 12:05

      Marcos,essa história de torcer o nariz é onda de Jarbas – rs.

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