Poesia

Fim de ano

convém a um velho jovem

celebrar

o fim e o começo

convém

preparar o banquete

(e sobretudo o vinho)

do último

e do primeiro instante

convém

celebrar com alegria

a partida

e a chegada

a antiga

e a nova aliança

e no ocaso celebrar

o triunfo da vida

afinal

o velho foi necessário

ao advento do novo

 

INTERMEZZO

Até quando sustentarei este universo?

Até quando o sentirei respirar?

Até quando terei somente o que vejo

deixando-me, crédulo, guiar por suas ilusões

que me impelem ao movimento contínuo e fugaz?

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