FJA permanece no tempo de Rosalba

A Fundação Zé Gugu não disse a que veio ainda. Dois meses de gestão e absolutamente nada de relevante foi feito. Nada. Nem edital para o Carnaval. Nem o anúncio da renúncia fiscal da Lei Câmara Cascudo. Nem sequer uma publicização do real plano de gestão.

Culpa de Rodrigo Bico? Difícil afirmar. O novo diretor não consegue nomear seus auxiliares. Sem equipe, lógico, complica uma gestão plena. Fato é que a FJA vive, hoje, no tempo de Rosalba. Sem nova equipe e com funcionários sem cumprir expediente, mesmo com dinheiro depositado regularmente na conta.

Se é falta de prestígio ou força política de Rodrigo Bico para cobrar do Governo as nomeações, fato é que hoje a “política cultural” do Estado se resume à Lei Câmara Cascudo. E se sequer a equipe ele consegue montar, que dirá o cobrar o anúncio da renúncia.

É notório a série de medidas de ajuste fiscal no Governo para controlar as dívidas e o cofre do Estado. No primeiro semestre os gastos – ou investimentos – estão mais do que contidos. É bem provável que a renúncia da Lei – se sair este ano – só venha no segundo semestre, atrapalhando o planejamento de muitos produtores.

Em resumo: o PT demorou séculos para anunciar o gestor da FJA, quando outras secretarias os atuais secretários já tinham se adiantado na organização de suas pastas. O Governo agora demora séculos para nomear a equipe. E sem recursos para nada, a cultura fica – pra variar – em segundo plano e tem tudo para passar um ano de apagão.

Acho que já começaram o processo de fritura de Bico. O cara terá que rebolar muito para concretizar suas intenções e projetos. A criatividade terá que ditar o ritmo. E já vimos esse filme antes, com Crispiniano. É o PT na cultura, ainda sem prestígio, mesmo protagonista durante a campanha.

Mas essa gestão governamental tem dado sinais de que vivemos outro tempo, pelo menos em outras áreas. Turismo e Segurança Pública são bons exemplos. Vamos ver se a cultura – sempre o patinho feio – participará desse processo todo.

Foto: Eduardo Maia/Novo Jornal

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Dênia Cruz Sckaff 4 de março de 2015 9:48

    Caro Sergio,

    como representante da comunicação do projeto RN Criativo venho em nome da equipe informar a atuação efetiva e eficaz da atual gestão da FJA no encaminhamento do processo de execução do projeto Incubadora RN Criativo, que esteve literalmente estacionado durante seis meses no tocante a liberação da contrapartida do Governo Estadual devido a ingerência da antiga gestão.
    A atual gestão, na responsabilidade de Rodrigo Bico, conseguiu em menos de dois meses destravar processos e a liberação da contrapartida do Governo Estadual, o que está permitindo o projeto caminhar para sua efetiva execução.
    Mesmo sem a equipe completa a atual gestão da FJA assumiu o compromisso de solucionar os entraves que estavam impedindo o funcionamento pleno do RN Criativo.
    No mais, grata por sua colaboração ao jornalismo cultural do RN e nos colocamos sempre a disposição para esclarecimento no tocante o RN Criativo.

    Att
    Dênia Cruz Sckaff
    Assessoria de Comunicação e Marketing do RN Criativo
    84.8881-8828

    • Sergio Vilar 4 de março de 2015 10:51

      Massa, Dênia! Agradeço a colaboração e, principalmente, essa grata informação!

  2. Anchieta Rolim 2 de março de 2015 15:12

    Se eu fosse o Bico, já teria tirado o bico… ou melhor, não tinha nem metido o bico nisso aí.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo