Flipipa divulga local, datas e as primeiras atrações; confira!

A 7ª edição do Festival Literário da Pipa (Flipipa) será à sombra de um coqueiro. Não a palmeira real, mas o imagético descrito pelo escritor e etnólogo Hélio Galvão (1916-2016) em suas Derradeiras Cartas da Praia. Marcado para acontecer nos dias 10, 11, 12 e 13 de agosto, na praia do litoral sul do RN, o festival vai celebrar o centenário de nascimento do autor de ‘História da Fortaleza da Barra do Rio Grande’, traduzindo em mesas literárias e apresentações diversas, toda a riqueza narrativa coletada pelo intelectual sobre a História e o Folclore do Rio Grande do Norte, sobretudo as lendas, danças, tipos nativos e costumes da vida litorânea. A literatura do ‘vovô Hélio’ estará ainda em intervenções teatrais com o ator Joel Monteiro e em ações educativas coordenadas pelo Sesc, Andreia Galvão e Fundação HG.

O Flipipa 2016 também destacará outros gêneros literários, como biografia histórica, literatura ficcional, poesia marginal/70 e quadrinhos. Já estão confirmados os nomes do escritor Estevão Azevedo, natalense radicado em São Paulo, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2015 pelo romance “Tempo de Espalhar Pedras” (Cosac Naify). Também do jornalista e biógrafo Lira Neto, autor de várias obras premiadas deste gênero, como a trilogia sobre Getúlio Vargas, onde desvenda os segredos de um dos políticos mais importantes e controversos da História brasileira; e ainda ‘Maysa: Só numa multidão de amores, ‘Castello: A marcha para a ditadura’, ‘Padre Cícero – Poder, fé e guerra no Sertão’ e “O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar”, entre outras.

Responsável pelo surgimento de uma expressiva geração de autores brasileiros, o lendário Nuvem Cigana, coletivo de poetas surgido na Zona Sul do Rio nos anos 1970, será revisitado por três dos seus protagonistas: os poetas Charles Peixoto, Ronaldo Santos, e o realizador de cinema Cláudio Lobato, diretor do documentário “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, exibido durante o festival.

Conexões potiguares desta efervescência cultural chegam para um ‘happening’ na mesa literária ‘Poesia e música – Geração/ 70’ , um relato do cenário poético e sonoro que marcou o fim dos anos 60 e meados de 70 no olhar de autores, poetas e compositores da época.

Próximo de seu centenário de nascimento, o intelectual e estudioso da cultura sertaneja Oswaldo Lamartine (1919-2007) será revisitado em documentário inédito, dirigido pelo professor Humberto Hermenegildo. Já a presença da literatura potiguar nos quadrinhos ganhará uma abordagem no Flipipa, traçando o panorama entre autores, desenhistas e roteiristas de HQs.

Os encontros literários se dividirão entre a Tenda dos Autores, local climatizado com capacidade para 400 pessoas sentadas, e os espaços do Sesc Literatura, Cooperativa Cultural da UFRN e demais editoras convidadas. Serão oferecidas várias atividades educativas para professores e estudantes, entre 8h da manhã até 21h. São debates, oficinas, contação de estórias, apresentações teatrais, biblioteca móvel do Sesc-BiblioSesc, área de convivência, Cozinha Brasil Sesc e food trucks. O local será o espaço Pipa Open Air, na rua Baía dos Golfinhos e conta com estacionamento próprio.

O Flipipa é uma realização pelo Projeto Nação Potiguar e Fundação Hélio Galvão e conta com os parceiros/patrocinadores Sistema Fecomércio/Sesc, Fiern/Sesi, Prefeitura de Tibau do Sul, Ecocil, Rede Intertv Cabugi, Cooperativa Cultural da UFRN, Sebrae RN, Hotel Ponta do Madeiro, Assembleia Legislativa do RN, Pipa Open Air, Associação de hotéis e pousadas da Pipa, Grupo Gentil Negócios, jornal Tribuna do Norte. A curadoria é de Dácio Galvão e a produção executiva é de Candinha Bezerra.

SERVIÇO

7º Festival Literário da Pipa – Flipipa | Realização: Fundação Hélio Galvão e Projeto Nação Potiguar. Curadoria: Dácio Galvão. Produção Executiva: Candinha Bezerra | Assessoria de Imprensa: Fato Novo Comunicação | Dionísio Outeda (coordenador de comunicação). Tel.: 84 988208769/ 999743839

FOTO: ROGÉRIO VITAL

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Edjane 30 de junho de 2016 16:01

    Tentem trazer Caetano Galindo, que traduziu David F. Wallace (Graça Infinita).

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