Flipipa off (ou offlipipa)

Participei de uma mesa redonda no FLIPIPA, assisti a outras atividades do festival (minha pergunta sobre literatura de cordel hoje – mais intensa no sudeste, presente na internet – não foi apresentada à autora de “Cordel encantado”, sem problemas, respeito regras), circulei por livrarias e congêneres. Tive boa impressão geral. Senti um pequeno problema: os funcionários do hotel onde fiquei hospedado (Ponta do Madeiro, lugar muito bonito) tinham curiosidade pelo FLIPIPA, faziam perguntas aos escritores que ali estavam mas não podiam ir assistir aos eventos. Uma funcionária me perguntou o que significava epistolografia, foi muito bom conversar com ela sobre isso. Suponho que os funcionários de livrarias e bares e os policiais possam ter tido curiosidades semelhantes. Seria legal se houvesse um FLIPIPA after-hours, dirigido para esse pessoal. Seria excelente que Davi Arrigucci Jr. declamasse poemas de Manuel Bandeira e os comentasse para os humildes funcionários de hotel. Seria fantástico que Fernando Morais lhes falasse sobre os trabalhadores dos hotéis em Cuba. Seria magnífico ouvir Eucanaã e Arnaldo, dentre outros, declamando para os policiais e os lixeiros.

Fica a sugestão.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 22 de novembro de 2011 8:21

    Depois que mandei esse post, lembrei de um aspecto simpático no festival de Paraty: algumas atividades continuam a funcionar durante todo o ano, incluindo apoio a crianças pobres. Isso é muito bom no sentido de evitar que o festival seja um evento importante uma vez no ano, sem nenhuma ação até à próxima vez.
    Um grupo de literatura para apoio permanente à leitura e à produção seria ótimo. Poetas e prosadores poderiam apresentar sempre seus trabalhos. Crianças e adolescentes poderiam frequentar oficinas de produção de texto.

  2. Paulo Jorge Dumaresq 22 de novembro de 2011 2:41

    Perfeito, Marcos.

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