Florilégios da Poesia Potyguar

a Moacy Cirne, o maior divulgador da Poesia potiguariograndensedonorte, no Brasil e no Mundo

Linha do vento

Ai janeiros e praias de dezembro,
niveazulada ponta, negra ao sul.
Rede de armar ao vento. Ah se me lembro
Mar verde. Areia branca. Céu azul.

Homero Homem – Terra iluminada

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Atheneu

O perfume da professora de filosofia
Me fez amar platonicamente
O encanto de sua mão
Riscando no quadro negro
O branco giz da memória

Dailor Varela – Máscara de papel

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“Tenho o coração marcado pelo mar

Desde menino que o mar fez – me assim”.

Gilberto Avelino – O Moinho e o vento

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“Caju nasceu pra cachaça
Pirão pro peixe nasceu”.

Veríssimo de Melo

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“ É uma verdade incontestável que a educação da mulher muita influencia teve sobre a moralidade dos povos e que o lugar que ela ocupa entre eles é o barômetro que indica os progressos de sua civilização”.

Nísia Floresta – Opúsculo Humanitário

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“Há força nas águas, há força nos ventos.
E forças que em nós ocultas estão…
A lua cheia tem forças muito, Maria!
– E o luar sempre foi a nossa perdição!”

Ascenso Ferreira – Canna Caianna

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Rêde

Embaladoura do sonno…
Balanço dos alpendres e dos ranchos…
Vae e vem nas modinhas langorosas
Vae e vem de embalos e canções…
Professoras de violões …
Tipóia de amores nordestinos…
Grande…larga e forte…pra casaes…
Berço de grande raça

Jorge Fernandes – Livro de Poemas

“A recompensa do trabalho é a alegria de realizá-lo. Quando termino um trabalho, estou pago”.

Luís da Câmara Cascudo

Salto esculpido / sobre o vão / do espaço / de pedra e de aço / onde não / permaneço / – passo. ZILA MAMEDE, “A Ponte”.

Quem não ama o deserto assombra. MARIZE DE CASTRO.

Lençol branco / flores de algodão / desfiadas / pelo atrito: / nossas peles / meu grito. DIVA CUNHA.

Eu não acreditava no impossível / vinha tão sóbria, tão cheia de medidas / não conhecia o esplendor da queda / nem a violência dos abismos. IRACEMA MACEDO. “Dandara”.

A página em branco / é um lençol estendido / entre a memória e o esquecimento. NEI LEANDRO DE CASTRO.

Se sou assim fragilidade efêmera / o que me resta Senhor, senão plantar / estas sementes que Deus abandonou / em minhas mãos (…) DORIAN GRAY CALDAS. “Os Dias Lentos”.

Este meu fado não é fado / é um dado / ou um dardo? / Para que jogado? / Para quem lançado? MYRIAM COELI. “Círculo”.

Os limites têm por forma o horizonte. SANDERSON MEDEIROS.

O filho que não compus / vi nos olhos de ninguém / cabelos da cor do vento / e os dedos longos de sol. ZILA MAMEDE.

Acharei o que procuro, ou morrerei na empresa. MAGDALENA ANTURES. “Oiteiro: memórias de uma sinhá-moça”.

O homem que nunca errou foi aquele que nunca fez coisa alguma. THEODORICO BEZERRA.

Bendita sejas tu, Preguiça amada, / Que não consentes que eu me ocupe em nada! JUVENAL ANTUNES. “Elogio da Preguiça”.

O trem passando na ponte, / Sobre o rio Potengi. / Natal, perdi-me ou achei-me, / Depois que te conheci? DEÍFILO GURGEL. “História da Cidade do Natal”.

Curupira se afugenta / Manitu esquece a taba, / Mas minh’alma não esquece / O amor de Porangaba. LOURIVAL AÇUCENA. “Canto do Potiguara”.

Habitualmente, vivo assim – sorrindo… / O riso, para mim, exprime tudo… / E, no acto mais sério, estando rindo, / Sou mais sério, sorrindo, que sisudo!… JORGE FERNANDES. “Contraste”.

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