Fora do Orkut

Somente agora à tarde eu li esse texto do Júlio Daio, do Digestivo Cultural, publicado abaixo. Curioso porque veio ao encontro de uma decisão que tomei hoje de manhã. E uma coisa tem tudo a ver com a outra. Depois de muitos dias de análise, fechei uma conta que mantinha há uns dois anos no Orkut.

Já vinha questionando-me há tempos porque diabos eu continuava ali. A única coisa interessante que achava lá era lembrar das datas de aniversário das pessoas adicionadas ao meu Orkut. Útil porque geralmente esqueço se não anoto. Fora isso, não via utilidade no Orkut, além de ficar com a sensação de uma exposição pública descabida e que não combina comigo de jeito nenhum. Achava também tudo muito artificial, enfim, sentia-me incomodado de verdade em fazer parte daquilo.

A decisão pode parecer contraditória porque aderi ao Twitter recentemente. Mas não há comparação entre as duas ferramentas. O Twitter tem a ver com minhas atividades jornalísticas cotidianas, tanto em nível do Substantivo quanto em relação às demais atividades profissionais. No caso do Twitter posso dizer que vi-me “obrigado” a aderir, sob pena de perder espaço em termos de trabalho. Foi isso que pesou na minha adesão, muito mais do que a relação que possa existir entre o blog SP e o Twitter.

Acho que procedem em grande parte as observações contidas no texto de Daio. Parece-me evidente que se criou e se propaga um certo fetiche com relação à Internet. O frisson provocado pelo Twitter é um dos sinais eloqüentes disso. Dentro das minhas possibilidades digo não a isso.

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