[Fotorreportagem] Secos e molhados

A vida dos moradores das zonas urbanas e rurais do sertão do Rio Grande do Norte é pontuada pela regularidade das estações chuvosas. Quando os campos e serras ficam verdes, os rios e riachos correm em seus cursos e os reservatórios, naturais ou artificiais “tomam água” e sangram.

Não é raro as paisagens ficarem secas, cinzentas, dependendo da regularidade das chuvas, denominadas pelos potiguares como períodos de estiagem.

Por vezes, chove apenas o suficiente para tornar a vegetação verdejante, no entanto, não o suficiente para encher e fazer sangrar os reservatórios d’água e favorecer a agricultura e a pecuária na região semiárida. As chamadas secas verdes.

Chuvas regulares e boas invernadas trazem abundância e enchem o sertanejo de esperança e mais orgulho de sua terra. Uma emoção que pode ser vista em suas formas de lazer e em suas atividades produtivas.

Desde 1929 que os invernos tem sido marcados por chuvas fortes e regulares, rompendo com um período superior a sete anos de secas constantes.

Um vai e vem climático que há séculos molda o dia dia dos sertanejos desde a época da colonização no século XVII e antes disso com a rotina dos povos indígenas originários que habitavam a região.

FOTOGRAFIAS: CANINDÉ SOARES
Umarizal 2009. Agricultor faz  travessia em seu meio de transporte tradicional: o jumento.  Um dos sete riachos do município de Umarizal quando estão cheios.
Umarizal,  2009. Agricultores com sacos nas costas fazem a colheita de feijão na “tromba do elefante”. Município situado no Alto Oeste Potiguar.
Açude Passagem das Traíras, Jardim do Seridó, 2009. A Barragem Passagem das Traíras é uma das mais importantes do Rio Grande do Norte. Faz parte do conjunto de barragens da bacia do rio Piranhas-Açu, tendo barrado águas do rio Seridó. Está na divisa entre os municípios de São José do Seridó, Jardim do Seridó e Caicó.
Açude Passagem das Traíras, Jardim do Seridó, 2009. A Barragem Passagem das Traíras é uma das mais importantes do Rio Grande do Norte. Faz parte do conjunto de barragens da bacia do rio Piranhas-Açu, tendo barrado águas do rio Seridó. Está na divisa entre os municípios de São José do Seridó, Jardim do Seridó e Caicó.
Carnaúba dos Dantas, 2018. Visão panorâmica do Monte do Galo, com altura de 155 metros. Tradicional ponto de peregrinação desde que foi Inaugurado em 25 de outubro de 1927.  Recebe romarias para Nossa Senhora das Vitórias e é um dos principais pontos turísticos religiosos do Rio Grande do Norte. No local há uma capela, um cruzeiro, a estátua do galo, uma sala dos ex-votos e os 12 passos de Cristo ao longo da sua subida.
Currais Novos, 2019. A Imagem aérea do açude do Totoró. O açude ficou completamente seco de 2013 até 2020.
Umarizal 2009. Homem pastoreia rebanho de ovelhas no campo verde depois da  invernada. As criações tem mais comida no pasto e mais água de beber em anos com chuvas regulares.
Açude Gargalheiras, Acari-RN 2009 . As sangrias dos açudes são além de uma imagem bonita, um sopro de esperança para quem vive na região semiárida.
São Bento do Trairi, 2013. O sertanejo prepara seu roçado com técnicas geralmente rudimentares, para a agricultura de subsistência. Uma atividade que pontua a vida da maioria dos agricultores no Rio Grande do Norte. Nessa imagem um homem com enxada, ara sua área de plantio na zona rural de São Bento do Trairi. 
Santa Cruz, 2016. Paisagem aérea do monte Carmelo onde foi erguida a estátua da Santa Rita de Cássia. A imagem tem 56 metros de altura e virou ponto de peregrinação por ser a maior estátua católica do mundo, inaugurada em 26 de junho de 2010.
Acari, 2011. Pessoa pulando da parede do açude de Gargalheiras.

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