Fragmento de “Os verbos auxiliares do coração”

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 13 de julho de 2011 6:55

    Valeu, Tácito, valeu Chico M. Guedes !

  2. chico m guedes 13 de julho de 2011 3:08

    “armadilhas armadas” é de lascar; faz de conta que eu escrevi “dispostas”, ou nada, só armadilhas mesmo.

  3. chico m guedes 12 de julho de 2011 23:00

    agora me dou conta do motivo mais do que provável para o problema do “menos” x “o mais arrebatadoramente”: a palavra “heves”, que é a raiz do superlativo adverbial em causa, difere apenas na inicial ‘h’ de “keves”, com ‘k’ que significa “pouco”, que daria no superlativo algo como “o mais pouco de todos”, portanto “menos que todos”. São cruéis as armadilhas armadas no caminho de quem se arrisca a traduzir.

  4. chico m guedes 12 de julho de 2011 22:42

    Valeu, Tácito! é sempre uma baita emoção pra mim ouvir essa língua tão estranhamente sonora, tão fartamente vogal (são 14!), e tão secretivamente estranha ao universo das línguas européias, no meio das quais ela, no entanto, está plantada como uma cunha, uma sobra incômoda de invasões asiáticas da Idade Média.

    Mas há um erro na legenda. Por acaso tenho esse livro aqui numa edição bilíngue magiar-inglês, e ouvindo agora a leitura do autor me dei conta do equívoco (tomara que não esteja no livro). Bem no início, quando há referência ao amor da mãe pelo irmão mais novo, o “mais carente”, a frase “em contrapartida era ele que gostava menos dela” está prejudicada, não se trata de “menos”, muito pelo contrário, a palavra usada no original significa “o mais arrebatadoramente” (leghevesebben), ou seja, o filho mais amado, talvez por ser “o que tinha maior necessidade dela” (ao pé da letra), era também o que mais intensamente amava a mãe, cuja morte é o ‘motor’ temático e emocional desse livro impressionante (que eu ainda estou navegando).
    abs

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