Frei Betto, Cuba, China

Caros amigos:

Entendo que Cuba e China foram grandes anúncios de um outro mundo que se esvaziaram assustadoramente. Houve crítica filosófica e generosidade política na concepção dos socialismos. Houve centralismo autoritário e medo da liberdade nas experiências que evocaram o nome do socialismo.

Cuba e China, hoje, podem usar a palavra “socialismo” como marca fantasia mas não têm nada de socialismo em suas práticas efetivas. China é um exemplo de capitalismo de estado que vive de anunciar metas de produção e acumulação, adquirindo grande volume de títulos do Tesouro americano. Cuba é um país cujo governo ousou enfrentar o império ianque e age como se não precisasse fazer mais nada pela liberdade e pela felicidade pública. Comento frequentemente com meus alunos: sabonetes e liberdade de opinião são gêneros de primeira necessidade.

Feita a crítica a China e Cuba, considero necessário não nos iludirmos com o resto do mundo. Eu até prefiro viver num país onde posso comprar sabonetes com facilidade. Não sei se toda a população tem dinheiro para comprar sabonetes (o governo Lula diz que ampliou o mercado consumidor para baixo, será que isso ocorreu mesmo?).

Criticar China e Cuba não nos exime de criticar Israel e EEUU, dentre outros. Não sei se Frei Betto é o único iludido.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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