fuga para landscape

lágrimas na chuva, 12/8/2012,
espaço vazio puro.

Eu disse a N. que, da próxima vez que ela viesse, iríamos juntxs visitar uma paisagem imaginária com a qual eu, certa vez, me deparei na Ribeira daqui. Trata-se de um aberto, com homens mulatos fortes na esquina, duas fachadas de tijolos com abertura para o mato, a carcaça de um automóvel estacionado e tantos automóveis mais amontoados num baldio logo à frente. No centro do horizonte, uma sentinela de concreto, cujos braços dão escadas; ao subir numa para mirar os olhos da sentinela, é possível adivinhar-lhe a anatomia interna: outra escada, esta circular, despencando, indefinidamente, aos subsolos.

Comentários

There is 1 comment for this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo