Funcionários divulgam carta e surgem primeiros nomes para presidir a Fundação José Augusto

A presidente da Associação dos Funcionários da Fundação José Augusto, Ivanira Ribeiro, divulgou nesta quarta-feira, 27, uma carta aberta ao governador Robinson Faria. Ponderada e educada, a carta pede para que o preenchimento dos cargos de confiança da instituição seja feito com os quadros da própria instituição. Segundo ela relata, embora o novo presidente da FJA não tenha sido escolhido, esses cargos já estão sendo ocupados. Ivanira alerta para o problema que está sendo criado para o novo dirigente, que ficará sem condições de fazer sua equipe.

Nesse contexto, a exoneração de Silvana Macedo é exemplar. Desde que a Lei Estadual de Cultura foi criada há 12 anos ela é lotada nesse setor. Conhece todos os meandros da lei e tem boa convivência com os produtores e artistas. Quer dizer, mexe-se numa das poucas áreas que funciona na Fundação, que se já vinha devagar nos últimos meses agora parou de vez, sem presidente há duas semanas. Outro caso de exoneração infeliz foi a do maestro Bembem Dantas. Graças ao clamor e repercussão foi revertida, assim como de Luana Cibelle, coordenadora dos museus.

Não acredito que o pedido da Asfuja seja atendido. Mas, não custa nada alertar para os equívocos dessa postura político-administrativa do governador.

SURGEM PRIMEIROS NOMES PARA A FJA

Nesta quarta-feira, 27, um nome poderoso no meio cultural enviou ao governador, através de um emissário com trânsito no Centro Administrativo, a sugestão de dois nomes para presidir a FJA, o médico e artista plástico Iaperi Araújo, que já ocupou o cargo no Governo José Agripino, e o jornalista e escritor Mário Ivo, que também tem passagem pela Fundação, quando editou a revista Preá. Correndo por fora, ou por dentro, como queiram, segue muito cotado o jornalista Toinho Silveira, que ocupa a direção do Teatro Alberto Maranhão.

Seja quem for, terá um desafio gigantesco. Teatros, casas de cultura, editais, projetos, museus e parte do patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Norte está abandonado, fechado ou em escombros. Não lembro de uma crise pior do que esta na Fundação José Augusto. Falo com relativo conhecimento de causa. Fui assessor de imprensa do órgão em três governos (Geraldo Melo, Garibaldi Filho e Wilma de Faria). Vamos torcer para que o nome escolhido tenha apoio e condições financeiras para, pelo menos, salvar alguma coisa dessa derrocada histórica.

Íntegra da carta da Asfuja:

CARTA - FJA

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