Gabriel Miranda lança primeiro livro de poesias

O sociólogo e professor Gabriel Miranda lançou ontem (28) seu primeiro livro de poesias, Escritos de amor e outros versos, com 51 poemas organizados ao longo de três capítulos temáticos, nos quais é possível encontrar um manifesto intransigente em defesa dos amores insubordinados e dos desejos por transformação.

A escrita poética do autor, fortemente inspirada em amores pretéritos, presentes e futuros, bem como na crítica às formas de desamor engendradas pela sociabilidade capitalista, nos oferece um passeio pela condição humana em suas contradições, afetos, resistências e possibilidades.

Como muitas das boas coisas da vida, a ideia de publicar este livro surgiu de um encontro não planejado. Em uma de suas idas à livraria Manimbu, Gabriel soube da Lei Aldir Blanc e da “Chamada públi­ca de Emergência Cultural nº 005/2020 – Eixo 5 – do Livro e da Literatura”, da Fundação Cultural Capitania das Artes (FUNCARTE)”, a qual decidiu pleitear e teve o projeto para publicação do livro selecionado.

Como adquirir

Os livros podem ser adquiridos pela Amazon ou solicitados diretamente ao autor por meio do seu perfil pessoal no instagram: @gabrielmiranda94_. O livro, que conta com acabamento em capa dura, pode ser adquirido por R$39,00, com frete incluso.

A fim de fortalecer as iniciativas de incentivo à leitura existentes, para cada livro comprado até o dia 31/03, um exemplar será doado para alguma biblioteca comunitária credenciada na Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias.

Ensaio sobre o amor

 

Uma história de amor

não se faz

apenas de versos

É preciso mais!

 

É difícil amar o Outro

para além da projeção

que temos a respeito dele

 

A projeção é bela, boa

e fala sempre o que queremos ouvir

Porque a projeção sou Eu

e o Outro é, ora, o Outro

 

Amar é sair de si

e ir ao encontro de quem se ama

E nesse encontro se perder

e se reencontrar

várias e várias vezes

 

Os poetas que me desculpem

mas versos não sustentam o amor

O que sustenta o amor é também

aquilo que o ataca frontalmente

 

O amor não é uma manhã de sol

em um campo florido e verdejante

Não é um soneto decassílabo

A não ser que admitamos que o amor

é coisa artificial, como alguns querem

 

O amor são as contas a pagar

as indefinições, as dúvidas

Mas também as certezas

tanto as provisórias quanto as absolutas

que insistem em se provar provisórias

 

Os conflitos pelas banalidades

que só podem existir porque

o banal adquire importância

quando se ama

 

O amor é quando aquilo

que não é belo ou importante

torna-se

só por estarmos ao lado

de quem amamos

 

Pelas incongruências da vida

um grande amor pode até acabar

Mas uma história de amor

essa sim, é eterna

Pelo menos enquanto houver

quem lembre

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