Generosidade excessiva

Fernando:

Vc é sempre tão generoso comigo! Não quero melhorar ninguém, ninguém precisa de melhoria vinda de fora, ninguém é prédio velho em ruínas – ainda mais o maldito sublime Baudelaire! Se eu me melhorar um pouco ao longo da vida, já me darei por satisfeito.

Quanto às traduções de Baudelaire: é claro que vc conhece, de cor e salteado, as lindas versões em português brasileiro de Guilherme de Almeida, Jamil Almansur Haddad, Ivo Barroso, Ivan Junqueira e Juremir Machado da Silva, dentre tantos outros e, como não é dado a ironias, fala aquilo somente para me agradar – obrigado de novo. E sabe mais que eu que traduzir significa declarar admiração pelo original e enunciar publicamente como o entendeu. Mais ainda: convidar o leitor das traduções a fazer suas versões próprias – o velho poema-processo, encerrado em 1972 (parada tática oficial), tem alguma relação com isso, contra as versões definitivas.

Sempre aprendo muito com vc.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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