Geovannina

a Nina Rizzi

Procuro ao mar os rastros
Liberdade nunca herdada
Beijando o chão amado
Onde pisastes dilacerada

Frases soltas ao vendaval
Da boca que aspira o beijo
Perfumado.
Por sob os belos seios soltos
Respiras, perjuras e idílios
ao mar de ponta-cabeça

Cavalo-Marinho pousa em tuas nádegas
Nynfa onde o amor fez morada
Turbilhão desde
Charibde a Caicó

As palavras? perdi-as ao vento
E fiz de um dia abrigo onde
Enchi de sonhos, sons e voz alada
Que aprendeu a soletrar e Niná

Nina MeNina Mulher Terra
Nineta Geo Geovanni.
Geovannina

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Comentários

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  1. Nina Rizzi 6 de abril de 2010 18:12

    ah, DaMata… como que eu respond uma coisa dessas? rs…

    Olha que coisa: sou Ellena. E Helena era o nome da amante de meu pai. Minha mãe descobriu o caso quando ainda estava grávida e aprontou barraco, como italiana que é (é calabresa e veio morar no Brasil aos 6 anos). A mulher, Helena, em sua magnânima “superioridade”, a presenteou com o meu enxoval. Como minha mãe não pode me registrar foi o meu pai com suas articulações políticas; na época não havia gratuidade pra registros (salve, Lula!), daí que minha certidão exibe um carimbo verdevermelho: apresentou atestado de pobreza… rsrsrs… mas o caso é que minha mãe queria um dos dois nomes: Idalina, como sua mãe, ou Geovannia (!), por puro gosto mesmo. E aí chega o macho com a certidão miserável e ainda tripudia: mas é em homenagem à sua terra, sem agá e com dois eles… rsrsrs…

    Mas nunca me chamou Ellena, sempre Nina, sempre Nina. E Ellena só me chamam aqueles que nada sabem de mim, como o meu chefe, padre José Nilson…. rsrsrsr…

    Mas, oltando ao poema, seria suspeito eu dizer de sua forma redonda e musical? pareceria pura vaidade dizer: tenho vontade de morder o teu poema; de pegá-lo como um ovo cru e engolir engolir inteiro, sem quebrar a casca?

    Que seja, continuarei a sonhar as falésias amarelecidas, os crepúsculos por onde caminho descalça e “foda-se” às ostras que se reproduzem em meu pé esquerdo.

    Continuarei co’s poemas eróticos – e pornográficos por não citar autoria -; não lerei: viverei a poesia, flutuando, nua, sobre um mar de sargaços.

    Um beijo, viu.

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