Glauber e Anselmo

Prezado André Setaro:

Considero “Absolutamente certo”, “O pagador de promessa” e “Vereda da salvação” bons filmes que não são Cinema Novo – nem tinham obrigação nenhuma de ser. O livro de Glauber Rocha é um importante documento auto-justificador do Cinema Novo, donde intransigências e rabugices. O episódio revela, sim, a mentalidade de Glauber e do Cinema Novo mas também revela a mentalidade de Anselmo e do Cinema “Velho”: por que todo mundo tinha que apoiar todo mundo? Discordância de juízo faz parte da produção artística, Orson Welles detestava os filmes de Michelangelo Antonioni e os dois continuaram a ser grandes mestres.

É bom que os filmes de Anselmo sejam rediscutidos, separando suas melhores conquistas de outros filmes menores. E garantindo a diversidade que o cinema brasileiro conseguiu produzir.

Cordialmente:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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