Gonçalo M. Tavares emplaca melhor livro estrangeiro em França

NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (PORTUGAL)

O romance “Aprender a Rezar na Era da Técnica” valeu esta distinção ao escritor. António Lobo Antunes era, até agora, o único português premiado com este troféu.

Publicado em Portugal pela Caminho em 2007, o quarto romance da série “O Reino” (depois de “Um Homem: Klaus Klump”, “A Máquina de Joseph Walser” e “Jerusalém”), chegou este ano às livrarias francesas com o título “Apprendre à Prier à l’Ère de la Technique”, numa tradução de Dominique Nédellec, e foi também finalista de outros dois prémios literários franceses: Femina e Médicis.

Criado em 1948 por Robert Carlier e pelo seu amigo André Bay, em torno de um grupo informal de editores, o Prix du Meilleur Livre Étranger foi um dos primeiros prémios a debruçar-se sobre os livros traduzidos em França e é encarado como uma espécie de “antecâmara do Nobel”.

Da já longa lista de premiados, constam nomes e obras que marcaram a história da literatura, como “O Homem sem Qualidades” (1958), de Robert Musil, “Cem Anos de Solidão” (1969), de Gabriel García Marquez, ou “Auto-da-fé” (1949), de Elias Canetti, e ainda John Updike, Mario Vargas Llosa, Günter Grass, Salman Rushdie, Philip Roth e António Lobo Antunes, o único português até agora distinguido.

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