Google e Apple trabalham em ‘computação para vestir’

Muito além do smartphone, Google e Apple estudam conceito de ‘computação para vestir’ Foto: JUSTIN SULLIVAN / AFP

O GLOBO

Acessórios inteligentes já ganham protótipos em laboratórios secretos.

RIO – Você já pensou em um “acessório inteligente” como um par de óculos ou pulseira conectados à internet? Pois a Google e a Apple sim, diz o “The New York Times”. Em segredo, o laboratório “Google X” está pesquisando periféricos que – quando conectados à roupa ou ao corpo, sem o uso de fios – enviam informações de volta para smartphones Android. A Apple também estaria buscando alternativas em formato de pulseiras tendo o iPhone como central de recepção de dados móveis.

Ambas as empresas teriam com o objetivo principal vender mais aparelhos e a Google, em especial, publicidade em seus serviços. Com protótipos em desenvolvimento, é possível ainda que as pessoas tenham acesso a esses dispositivos, com comando de voz, num “futuro próximo”, diz a reportagem.

A “computação para vestir”, que é um termo amplo, pode ser compreendida por meio de dispositivos citados pelas fontes do “NYT” como um iPod com vidro curvo que envolve o punho e pode se comunicar com o usuário por meio do Siri – o assistente pessoal comandado por voz da Apple – que receberia ordens do seu dono e acionaria a execução de tarefas virtuais.

Pessoas que tiveram acesso a informações sigilosas dos laboratórios dizem que a Google está contratando engenheiros do Nokia Labs, da Apple e de universidades de engenharia que se especializaram no assunto. Entretanto, não se sabe ainda quem está mais adiantado na pesquisa e chegará primeiro ao mercado com os “aparelhos para vestir”.

Telas em óculos e monstros virtuais

Mesmo com novos gadgets, a central de processamento de dados ainda é o smartphone que, atualmente, não sai do bolso de seus usuários. O primeiro aparelho que pode ser enquadrado no conceito de “computação para vestir”, dizem especialistas.

Segundo levantamento, um celular nunca fica mais de um metro de distância de seu dono, nem durante o sono. O que, segundo Michael Liebhold, pesquisador especializado em “computação para vestir” no Institute for the Future, de Palo Alto, é o caminho para a indefinição dos mundos real e virtual.

Nos próximos dez anos, ele prevê que as pessoas vão estar usando óculos com telas embutidas, por exemplo.

“As crianças vão brincar de jogos eletrônicos com seus amigos em um parque e correr perseguindo criaturas virtuais”, disse ele.

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